segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Sobe?


Com a vitória pelo placar mínimo diante do Paysandu, na última sexta-feira, o objetivo inicial traçado pela direção, comissão técnica e jogadores foi alcançado. 45 pontos e a garantia de jogar ao menos a série B em 2018.
Agora estamos autorizados a sonhar com algo melhor. Como bem disse nosso Vice-presidente de Futebol: vamos lutar pelo acesso.

Listei nossos concorrentes diretos e dei uma olhada na tabela de jogos. Fiz o “corte” no Oeste. Com 11 rodadas a disputar não é impossível que uma ou outra equipe que se encontra com menos de 40 pontos busque o G4.

América – 2º Lugar – 48 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
7 pontos. Vem de duas derrotas, uma esperada, fora de casa contra o Inter, e outra surpreendente, diante do Oeste, em casa.
Confronto direto:
Ainda enfrentará Paraná (31ª) e Juventude (36ª), ambos como mandante.
Contra os desesperados:
Santa Cruz (28ª), Luverdense (29ª)  e ABC (34ª), sendo os dois últimos em casa.
É o mais forte candidato a uma das três vagas. Além de ocupar a segunda colocação e somar 48 pontos terá os confrontos diretos em casa. Jogar contra duas equipes que lutam contra o rebaixamento já nas próximas rodadas também deve ser benéfico, quanto mais pro fim do campeonato maior será o desespero. Ao enfrentar o ABC o time potiguar já deverá estar rebaixado. Ainda fará 5 partidas em seus domínios.
Meu palpite: Acesso a série A.

Paraná – 3º Lugar – 46 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
12 pontos. A derrota para o Figueirense encerrou uma grande sequência do time paranista, que iniciou justamente contra o Juventude e emplacou 5 vitórias seguidas.
Confronto direto:
Ceará (30ª), América (31ª), Vila Nova (32ª) e Oeste (33ª), com as duas primeiras em casa e as duas ultimas como visitante.
Contra os desesperados:
Luverdense (35ª) e Santa Cruz (36ª). O primeiro em casa, o segundo fora.
A tabela da competição será dura para o Paraná nesta reta final. Ao começar pelo enfrentamento contra o Inter na próxima rodada. Serão quatro confrontos diretos e duas partidas contra os desesperados. Como seu aliado ainda terá 6 partidas em casa na competição.
Meu palpite: Segue no bolo até o fim do campeonato.

Vila Nova – 4º Lugar – 46 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
8 pontos. Quase entregou a rapadura para o Brasil na última rodada. Talvez seja a equipe mais regular do campeonato, mantendo o aproveitamento desde as rodadas iniciais.
Confronto direto:
Ceará (28ª), Oeste (31ª) e Paraná (32ª). Paulistas em casa e demais fora.
Contra os desesperados:
Goiás (29ª), Santa Cruz (34ª) e Náutico (37ª). As duas primeiras em casa, a última fora.
A sequência também será dura para a equipe goiana. Nas próximas cinco rodadas terá três confrontos diretos e um clássico contra o desesperado Goiás. Ainda enfrentará o Inter na 35ª rodada e mais dois desesperados antes do fim da competição, restando apenas 5 jogos em casa.
Meu palpite: Deve perder posições nas próximas rodadas e não terá mais gás para buscar o G4.

Ceará – 5º Lugar – 45 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
8 pontos. Mantém-se na parte de cima da tabela mesmo em momentos de oscilações. Assim como o Juventude já esteve entre os melhores classificados.
Confronto direto:
Vila Nova (28ª), Oeste (29ª), Paraná (30ª) e Juventude (33ª).  Paulista e gaúchos fora.
Contra os desesperados:
Goiás (35ª) e ABC (38ª).  Goianos fora e encerra a competição em casa.
Apesar de quatro confrontos diretos e de enfrentar o Inter na 32ª rodada, pegará o ABC já rebaixado, em casa, na última rodada. Os próximos três jogos são decisivos, serão dois em casa. No total são 6 jogos em casa até o fim da competição.
Meu palpite: Nas próximas 6 rodadas troca pontos contra adversário difíceis e diretos, nas últimas 5 deve pontuar o bastante para se manter na briga.

Juventude – 6º Lugar – 45 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
11 pontos. O início foi avassalador. Depois oscilou bastante, mas nunca se desgarrou das primeiras posições.
Confronto direto:
Ceará (33ª), Oeste (35ª) e América (36ª). Sendo as duas primeiras em casa.
Contra os desesperados:
Goiás (30ª), Náutico (32ª) e Santa Cruz (38ª). Somente Náutico em casa.
Juntamente com o América deve ter a melhor tabela das últimas 11 rodadas. Dos três confrontos diretos, dois serão em casa e a partida fora, justamente contra o América na 36ª rodada, já poderá não valer muito aos mineiros. São apenas 5 jogos em casa, mas a última partida, fora de casa contra o Santa Cruz, também poderá não valer muito ao adversário.
Meu palpite: Vai brigar até as últimas rodadas pelo acesso.

Oeste – 7º Lugar – 44 pontos
Retrospecto recente (últimos 5 jogos):
13 pontos. É justamente este retrospecto recente que credencia o Oeste a uma vaga na próxima série A. Na última rodada venceu de virada o vice-líder América, em Minas Gerais.
Confrontos diretos:
Ceará (29ª), Vila Nova (31ª), Paraná (33ª) e Juventude (35ª). Só enfrentará os Cearenses em casa.
Contra os desesperados:
Santa Cruz (30ª), ABC (37ª) e Goiás (38ª). Somente goianos em casa.
Tem a tabela mais difícil de todos os concorrentes. Apesar de jogar 6 partidas em casa, os confrontos diretos e contra desesperados serão na sua maioria fora. Terá o Inter em casa e na última rodada um Goiás que ainda poderá estar ameaçado.
Meu palpite: Não terá forças para buscar importantes pontos fora de casa. Deve ficar pelo caminho.

Como falei inicialmente, uma ou outra equipe, fora as listadas a cima, ainda podem chegar para a disputa. Pela pontuação e confrontos diretos podemos destacar o Criciúma, que enfrentará Paraná (29ª), Vila Nova (30ª) e Ceará (37ª).


Na parte de baixo da tabela a disputa pode mudar bastante até o fim do certame. Muita coisa estranha precisa acontecer para o ABC escapar. Para o Náutico a coisa também está complicada. Mas as outras duas vagas estão em aberto. Goiás, hoje, escaparia com a mesma pontuação do Luverdense. Mas do Brasil para baixo todos estão ameaçados. Figueirense, com um ponto a mais que os goianos, tem uma tabela interessante pela frente, enfrentando os postulantes ao G4: Ceará (31ª), Oeste (34ª), América (35ª), Vila Nova (36ª) e Juventude (37ª). Jogos que irão influenciar as duas pontas da tabela.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Lucas, o Louco



Maria I, rainha de Portugal, ficou conhecida como "a Louca" após transtornos psiquiátricos graves resultantes de decisões suas e mortes na família. Teve, inclusive, que passar o trono para seu filho João VI. 

Mas, diz a lenda que quando Napoleão resolveu invadir a terrinha e toda família real se encagaçou, ela era a única sensata que bradava "Não corram, vão pensar que estamos a fugir" quando todos se mandavam para o Brasil de madrugada para que o povo lusitano não soubessem da escapa na surdina.

Pois, diz outra lenda que, ontem na terra do carvão catarinense, Lucas virou para Dal Pozzo na hora do café da tarde no hotel e bradou "Pode escalar quem tu quiseres, pois hoje eu resolvo." E Dal Pozzo resolveu escalar Domingues na zaga mais uma vez, só para dificultar a tarefa.

Mas, Lucas não se deixou abater. Logo a 1 minuto de jogo, pegou a bola na intermediária,. arrancou verticalmente e deu lindo lançamento para João Paulo. O centroavante não conseguiu concluir, assim como Leilson desperdiçou o rebote sem goleiro.

Aos 10, novamente mostrou do que tinha falado no café. Depois de boa jogada de Wesley Natã pela esquerda, chegou estourando e fez com que a bola estufasse a rede adversária bem no cantinho. Um a zero e tempo para recarregar as energias: resto do primeiro tempo recuado, sem pressão, apenas tentando puxar contra-ataques. Mas, para lembrar porque é conhecido como "o Louco", aos 45 resolveu dar uma botinada sem bola em um adversário e garantir seu cartão amarelo da noite.

No vestiário, durante o intervalo, tomou dois copos de café preto "para dar uma energizada". E, logo a 1 minuto da segunda etapa, nova arrancada pelo meio... ajeita para cá, dá um corte no mané que se coloca a sua frente, enquadra o corpo para canhota, chute no cantinho... a trave não deixou novo golaço de fora da área.

Era tempo de recuar novamente, pois o time catarinense colocava meias e atacantes povoando sua região de marcação. Sem poder distribuir mais botinadas em razão da tola lei da FIFA que não permite que um jogador permaneça em campo depois de tomar 2 amarelos, ficou um tempo meio perdido, sem saber bem como agir. E, neste momento, a praga de Dal Pozzo surtiu efeito... gol contra do nosso incapacitado zagueiro central.

Dal Pozzo resolveu, então, ajudar um pouco. Quando Mateus Santana entrou para ajudar na marcação, alguns jogadores dizem ter escutado Lucas gritando "Ô grandão, ajuda um pouco aqui atrás que eu resolvo lá na frente.". E, pouco mais de 10 minutos depois deste grito, a profecia se cumpriu. Lucas apareceu na meia esquerda, onde supostamente deveria estar o grandão, e de pé trocado colocou novamente no cantinho do goleiro adversário para definir o placar.

Dizem também alguns jogadores que depois disso ele até gritou "Grandão, pode ir te divertir lá na frente um pouco agora". E Mateus foi, obedecendo o rei da noite. E foi tanto que acabou errando dois gols, um até sem goleiro de dentro da pequena área. Mas, nem vamos estragar esta história com estas cagadas homéricas. Vencemos, voltamos ao G4, vamos as notas...

MATHEUS - não teve culpa do gol e fez defesas seguras, mas achei novamente lento para sair de baixo das traves em lances importantes. Nota: 6

VIDAL - ligeiramente mais seguro atrás, mas só lembro de uma subida no apoio que não resultou em bom cruzamento. 3 desarmes, 5 erros de passe em 20 tentados. Nota: 5

DOMINGUES - um gol contra e muita dificuldade para marcar um centroavante
que já foi dispensado pelo time grená da cidade. Nota: 1

MICAEL - com certeza mais confiante depois do Juvenal e errando menos. Nota: 6

PARA - bem mais participativo que Vidal. Nota: 7

FAHEL - primeiro tempo estranho, com perdas de posse que poderiam ter comprometido. Melhorou no segundo tempo, mais recuado e salvando o Domingues ajudando muito na bola aérea defensiva. Nota: 6

LUCAS - sua atuação já foi narrada. Não leva 10 pela dificuldade de marcação em parte do segundo tempo e pelo óbvio amarelo bobo. Nota: 9

LEILSON - muito preso no lado do campo e não tem tentado nada "diferente". Nota: 4

YAGO - sumido quase todo primeiro tempo, desperdiçou 2 contra-ataques que fomeou em vez de lançar João Paulo livre. No segundo tempo novas chances desperdiçadas, uma não lançamento Caprini e duas bizarras: sofreu penalti, não caiu e ainda perdeu gol na cara. Participou bastante no segundo tempo e uma dessas jogadas bizarras acabou resultando no segundo gol do Lucas, mas aquele "faro de gol" parece que não existe. Nota: 4

WESLEY - ótimo primeiro tempo, como meia-atacante. Novamente se oferecendo para jogar o tempo todo, fez ótima jogada que resultou no primeiro gol. Foi se movimentando menos no segundo tempo, sendo melhor marcado e sumindo. Quando adiantado para centroavante, sumiu completamente. Leva nota razoável pelo primeiro tempo. Nota: 7

JOAO PAULO - contei pelo menos 3 vezes que ele fugiu da marcação, fez a diagonal para receber na frente e não foi lançado. Desse jeito fica difícil, mas não é culpa sua. Nota: 5

MATEUS SANTANA - ajudou a melhorar a marcação, principalmente por cima, mas errou gols feitos no final do jogo. Também precisa se oferecer mais na saída de trás. Nota: 4

CAPRINI - entrou, tentou ficar com a bola, correu pelas pontas e fez cruzamentos sem olhar como sempre. Na única vez que olhou para área, encontrou Mateus livre para marcar e ele desperdiçou. Nota: 5

MAURICIO - sem nota.


DAL POZZO - parece ter encontrado um jeito de fazer o Wesley Natã jogar, um pouco como meia e um pouco como atacante, variando de 4-4-2 para 4-2-3-1 e fazendo com que finalmente o time consiga ter a bola dominada por mais que 15 segundos. Mas, voltou para o 4-1-4-1 "de confiança" no segundo tempo quando a pressão aumentou. E, apesar de em qualquer esquema sempre posicionar meias abertos, não consegue fazer pressão de forma a evitar que bolas sejam alçadas na nossa área com frequência. A cada jogo menos balões: ponto positivo. A cada jogo menos pressão na marcação: ponto negativo. Nota: 6


Obs.: todas as fontes consultadas para escrever a primeira parte deste texto são EXTREMAMENTE NÃO CONFIÁVEIS.

domingo, 10 de setembro de 2017

Robocop alviverde e suas armas secretas

Micael comemora gol homenageando seus próprios balões.


São três Juvenais no ano com 2 vitórias alviverdes e 1 empate. Em Juvenal, Murphy vira Robocop. Desde a estreia do Dal Pozzo em um clássico destes, foram três jogos com três esquemas táticos diferentes e sempre a sensação de alívio para a torcida. Aquele alivio de "o pior já passou e estamos tomando fôlego para subir de novo". 

No Gauchão, as coisas estavam ruins. Robocop estreou, venceu os colorados e marcou pontos fundamentais para a classificação. Na 4ª rodada da série B, os resultados vinham mas o futebol não empolgava. Dominamos os vermelhos em seu território. Chegamos à 23ª rodada com futebol definhando a cada jogo e, novamente, saímos por cima. Sem domínio, sem brilhantismo, apenas na eficiência que se espera de um time disposto a combater o crime lutar.

E não adianta reclamar... teremos que aguentar o Robocop até o final da série B. Ele manda a campo times que parecem que não treinaram juntos. Ninguém se aproxima para tabelar, os meias não saem das pontas, os laterais quase não ultrapassam, a defesa as vezes parece que não sabe como marcar. Mas aí, do nada, o treinador tira um coelho da cartola, uma arma secreta: um WESLEY NATÃ transvertido, um meia-atacante que se movimenta por todos lugares e faz o time funcionar.

E por estas substituições que alteram o time completamente é que o Dal Pozzo vai ficando. Desde a primeira rodada, quando uma das substituiçiões foi tirando o próprio Wesley do time para ganhar o jogo contra o Luverdense, ele nos dá esperanças. Todo mundo sabe que nem sempre ele é capaz de corrigir seus erros, ainda mais com o elenco limitado que temos.... mas vai alcançar a tal meta de 45 pontos com sobras e, talvez, incomodar os de cima da tabela um pouco mais.

MATHEUS - importantes defesas. Teve azar no gol sofrido, pois apesar de ter fechado bem o ângulo, sofreu com a sorte do adversário. Puxou alguns ótimos contra-ataques com lançamentos longos, exagerou em outros. Demorou para criar culhões para sair debaixo das traves nos insistentes chuveirinhos colorados, mas foi seguro quando criou. Nota: 7

VIDAL - dificuldades defensivas. Com medo de sair da linha de 4 defensiva, passa muito tempo pedindo para Juninho e Lucas se aproximarem e marcarem na intermediária. Mas, quando a bola é lançada no seu setor defensivo, ele está desatento para cobrir espaços, como no gol sofrido. Sempre digo e, vou repetir, pelo menos não erra na saída de bola como o antigo titular Tinga. E, ainda por cima, tem enorme velocidade para aparecer na frente quase que de surpresa e depois voltar marcando. Deveria explorar mais isso. Nota: 5

DOMINGUES - é o ponto mais fraco da defesa. Desde o início do campeonato eu reclamo que ele marca mal e erra demais na saída de bola. Ganha um "ar de segurança" quando tem um lateral defensivo ao seu lado (como nos tempos que Vinicius ali esteve, ou mesmo Tinga quando fica mais preso). Mas, com a volta do Vidal, todas suas dificuldades de posicionamento e coberturas ficam escancaradas. Nota: 5

MICAEL - há 10 dias, parecia que sumiria no time. Mas aí Ruan foi vendido, Mauricio não foi bem nos treinos e ele mostrou que pode ser uma boa arma. Deu seus balõezinhos como sempre, temos que mencionar. Mas, todo senso de cobertura que Domingues não teve pela direita, Micael deu aula pela esquerda. Ficou muito mais na sobra do que no combate, mas marcou em cima também quando preciso. Primeiro gol marcado com a camisa alviverde para coroar esta boa atuação. Nota: 8

PARA - se considerarmos que ele não jogava há meses, foi ótima atuação. Se analisarmos com detalhes, houveram erros de lançamentos, pouco apoio e algumas falhas na marcação dos ponteiros que por seu lado atuaram. Mas, cobrou faltas, escanteios e fechou seu lado defensivo quando a pressão aumentou. Nota: 6

FAHEL - se compararmos ao Fahel de outras fases desta competição, que errava no máximo 1 passe por jogo, foi uma partida mediana. Mas, errar 3 passes de 34 tentados, ainda é muito bom. Ainda mais que está posicionado um pouco mais a frente do que em outros esquemas. Maior parte do tempo era responsável por marcar o Edenilson individualmente e fez isto muito bem. Nota: 7

LUCAS - normalmente se espera que, mesmo alinhado com Fahel, parta dele a iniciativa de se oferecer mais na saída, mas isso não ocorre. Em números por exemplo: só executou 22 (errou 2), 12 a menos que seu parceiro. Ainda perdeu a bola 7 vezes. Da mesma forma que Fahel estava no Edenilson, era para ele marcar Gutierrez em cima, mas sofreu com isso. Ainda é nosso melhor segundo volante, mas não tão melhor quanto já foi. Nota: 4

JUNINHO - tanto na direita quanto esquerda, teve apenas espasmos de participação. No geral, fica fixo na ponta, não abrindo espaço para ultrapassagem dos laterais nem ajudando em tabelas pelo meio. Erra passes, perde a bola e chegou atrasado na recomposição ofensiva muitas vezes. Fiquei até surpreso de ele não ter sido o escolhido para entrada do Yago. Nota: 3

LEILSON - na minha opinião, atuava melhor que o Juninho em todos os aspectos. Sem nenhum brilhantismo, mas era mais consciente de suas funções. Nota: 5

RAMON - claramente é melhor como segundo atacante centralizado do que era como ponteiro, pois faz bem o "facão" no espaço entre zagueiros e laterais. Ainda precisa se oferecer um pouco mais para o jogo, principalmente no espaço entre meio-campo e defesa adversários, mas vinha tendo boa atuação até se machucar. Nota: 6

JOÃO PAULO - brigou o quanto pode. Deu algumas "casquinhas" em balões, cavou faltas, prendeu os zagueiros. Claramente cansou no segundo tempo, mas na minha opinião ainda é a melhor opção para substituir o TM9. Mantenha-se Caions, Mamutes e cia no banco. Nota: 6

WESLEY NATÃ - como já dito, foi a arma secreta da vez. Talvez o Dal Pozzo pensasse em utilizá-lo na vaga do João Paulo (já cansado), mas, com a lesão do Ramon, entrou mais solto e chamou o jogo para si. Fazendo vezes de atacante e vezes de meia, pressionou a saída de bola deles, puxou contra-ataques e se ofereceu para jogar nos dois lados do campo. Não sei o que ocasionou esta total mudança em seu futebol ontem, mas que a fase continue. Nota: 9

YAGO - primeiro gol como profissional em um jogo desta importância. Nem precisaria dizer mais nada, mas estou gostando desta capacidade que ele tem de fazer a diagonal direita-centro com o pé-trocado. É jovem e não me parece pronto para ser titular, mas pode se tornar boa opção para segundo tempo. Nota: 8

MATEUS SANTANA - entrou para fechar a casinha. Nota: 5


DAL POZZO - repito um pouco do que já falei sobre o Robocop lá no início. Continuo não gostando da rigidez de seus times escalados, com pouca aproximação, zero movimentação e muita bola longa. Mas, novamente, alterou a postura com substituições. Venceu o "primo rico da capital" novamente e alcançou pontuação de G4: deste jeito, não tem como ficar abaixo da média. Nota: 7

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quantos pontos faltam?



Como não tenho competência para uma análise tática/técnica do jogo diante do Vila Nova, na sexta-feira a noite, e levando em consideração que o time alviverde não apresentou nada diferente dos últimos jogos: pouca movimentação, ligação direta e o Tiago Marques que se vire, não vou realizar aqui a já tradicional distribuição de notas que o Pablo vem apresentando no blog. Sendo assim o Capini não ganhará nota maior que os demais esta semana.

O que proponho hoje é discutirmos quais as reais possibilidades do Juventude nesta série B. E já peço de antemão a ajuda dos leitores nos nossos comentários.

O discurso que a direção do clube adotou desde o início do campeonato, de pés no chão e luta pela permanência na série b, já vem sendo combatido pelos torcedores há algumas rodadas. O início arrasador, com a liderança do campeonato em quase todo o primeiro turno, e o baixo nível técnico da competição, permitem que se vislumbre um 2018 melhor que o projetado inicialmente. A direção mantém o discurso conservador. O torcedor pede investimentos, pede a troca do técnico, quer mais ousadia.


E aí, o que tu acha? Faltam 11 ou 29 pontos?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Blow up!

Festival de Torres
Quando eu era criança, meu pai costumava levar nossa família para Torres na época do Festival de Balonismo. Sinceramente, nunca achei muita graça, mas achava interessante ver como as pessoas ficavam maravilhadas em ficar assistindo aqueles BALÕES passando sobre suas cabeças.

Pois, o sr. Gilmar Dal Pozzo deve ser uma dessas pessoas que ficam maravilhadas com BALÕES. Coloca o Domingues em campo e ordena "mete balão para o ataque!". Escala o Micael e "nem tenta dominar, balão é solução!". Resolve improvisar o Wanderson mas "esquece que tu foi volante, balão é só o que eu quero ver!". Não importa quem joga, o meio-campo do nosso time vai ficar como a minha versão criança, apenas olhando para o céu, assistindo os balões passando sobre suas cabeças e não entendendo porque aquilo se repete incansavelmente.

Aliás, vale uma observação sobre a improvisação do Wanderson. Está incluída na cartilha de qualquer treinador a seguinte regra: fazer o mínimo de improvisações possíveis. Então, o que seria óbvio na zaga ontem dados os desfalques? Que jogasse o Vinicius ou Mauricio ao lado do Micael e fosse improvisado qualquer cone na lateral esquerdo (afinal um cone não seria pior que o Mauricio). Mas não... por que fazer só uma improvisação se o nosso treinador pode fazer duas? Ele achou melhor improvisar o Wanderson a dar balão na zaga e o Maurício de novo improvisado atrapalhando o time na esquerda.

Mas, cansei de reclamar neste formato... vamos voltar as notas:

OLIVEIRA - o "golpe de vista" bizarro no gol deles vai me impedir de dar boa nota, mas ele impediu em pelo menos 3 oportunidades da coisa ser ainda pior. Nota: 6

VIDAL - o titular Tinga erra em média 11 passes por jogo, tendo chegado a 17 na rodada passada. Vidal errou 8 ontem. Não fez grande coisa, mas é o novo titular da posição. E quem discordar é secador. Nota: 6

WANDERSON - meu amigo, se aposenta antes que a nova lei da aposentadoria comece a valer. Nota: 2

MICAEL - rebate pro lado que o nariz está virado e só. Se pelo menos aprendesse a cabecear pro chão as bolas que ganha no ataque. Nota: 4

MAURICIO - não consegue marcar atacante de perto, não se oferece para sair jogando, não aparece no apoio. Como lateral, é pior que inútil... atrapalha o time. Nota: 0

FAHEL - mesmo sem inspiração, era a única esperança de que a bola saísse de trás com passes pelo chão. Dal Pozzo não gostou disso, e o tirou no intervalo. Nota: 5

LUCAS - já não marca mais pressão, nem arranca pelo meio. Era o cara que "surpreendia" o time adversário as vezes. Não tem sido este cara. Mas, se a estratégia do treinador é fazer ligação direta defesa-ataque, até que ponto ele tem culpa? Nota: 5

LEILSON - mesma coisa que o Lucas e, ainda por cima, reclamou da "viagem cansativa". Faça-me o favor! Se está sem força nas pernas para cobrar as faltas e escanteios, peça para não jogar. Nota: 3

JUNINHO - ele continuar como titular apenas escancara a falta de opções deste elenco. Não contribuiu em nada ofensivamente e ainda fez a falta infantil que resultou no gol deles. Nota: 3

CAPRINI - surpresa do time titular, nenhuma surpresa na atuação. Toca pouco na bola e ainda perde bolas fáceis em algumas dessas vezes. Parece que magicamente se torna outro jogador por alguns instantes e aparece livre para fazer um gol... acaba se enrolando e chutando fraco. Nota: 4

JOÃO PAULO - passou o jogo tentando se virar nos chutões que vinham em sua direção. As únicas poucas jogadas boas, quando conseguiu dominar o balão e cavou faltas interessantes próximas à área, que o Leilson não aproveitava. Nota: 5

FELIPE LIMA - entrou para fazer algo pelo lado esquerdo, onde nada aconteceu no 1º tempo com a dupla Juninho-Mauricio. Também não conseguiu fazer nada por lá e acabou, novamente, se machucando. Sua única boa jogada foi, na verdade, pelo lado direito, quando cruzou pro Caion e este chutou por cima (pelos 30 do 2º tempo). Nota: 4

CAION - não consegue dominar, passar, chutar, nada. Nota: 2

RAMON - 15 minutos em campo e 3 toques na bola. Nota: 2


DAL POZZO - eram muito desfalques e o elenco é fraco, mas realmente não dava para fazer nada melhor? Já falei que improvisar duas posições quando podia ter sido só uma não ajuda em nada, ainda mais que estas improvisações já se provaram inoperantes. Também já falei que retirar volante do time quando a saída de bola já está ruim também não ajuda. Se compararmos o jogo de ontem com aquele da 1ª rodada, contra o mesmo Luverdense, temos 1ºs tempos bem parecidos. Em ambos jogamos mal. Mas lá na 1ª rodada, o Dal Pozzo consertou isso com mudança de nomes e sistema tático. Ontem não chegou nem perto disso. Nota: 3

domingo, 6 de agosto de 2017

Dois post em um (II): quatro pontos em seis

Novamente condensando dois jogos em um só texto e, desta vez, com pontuação muito melhor. Mas o futebol ó...


Depois do jogo de ontem, algumas coisas que eu fico me perguntando (ou incomodando meus amigos no whatsapp com isso):

- Mauricio foi contratado porque não tínhamos zagueiro no elenco (além do Ruan) capaz de jogar no lado esquerdo da zaga (Domingues, Micael, Vinicius). Mas aí o Ruan se lesiona e o treinador, quem indicou o tal Mauricio, prefere improvisar o Micael "de pé trocado". Por que gastaram com o Mauricio então?

- Por ele "saber" jogar como lateral é que não foi. Avança para o setor ofensivo a passos vagarosos, parece que torcendo para não ter que participar... e daí quando precisa voltar para defesa só falta chamar um táxi. Todo mundo sabe que nosso elenco é limitado, mas realmente não tem melhor improvisação para fazer? Tinga ou Vidal de pé trocado? O tal Mateus Santana que nunca foi visto em campo, foi contratado para ser volante e treina na lateral, não é menos lento um pouco?

- Ainda estou tentando entender a dispensa do Duda (clica aqui). Jogou improvisado na esquerda nos tempos do Picoli e foi 37x melhor que esse Mauricio. Aliás, o Tinga na direita não é improvisado e também não tem sido melhor que o Duda. Só para não deixar passar, ontem Tinga teve 17 PASSES ERRADOS.

- Por que o Diego Felipe joga? Sr. Gilmar, faça o seguinte no próximo treino: jogue um colete para cima, quem pegar é nosso novo segundo volante titular. Só para garantir, antes amarre os braços do Bruninho e do Wanderson, e tente jogar o colete perto de onde está o Sananduva, Bruno Ribeiro ou Vacaria. Sim, até o Vacaria de segundo volante deve ser mais útil que o Diego Felipe. Apesar que, até o Raul pode pegar o colete e também deve ser mais útil que o Diego Felipe...

- As vezes eu fico reclamando um pouco das "fomeadas" do Tiago Marques, mas ontem ficou claro que ele DEVE fazer isso. Ele parece o Michael Jordan naquele filme do Space Jam. MJ está marcado por 5 alienígenas e mesmo assim prefere tentar driblar todos ao invés de passar para o Pernalonga livre em 95% das jogadas. Tiago Marques passar pros seus companheiros de ataque tem sido tão útil quanto os passes para o Pernalonga.

- Eu e boa parte da torcida não entendíamos porque o Felipe Lima demorou tanto a ganhar chances depois de voltar da lesão. Continuamos sem entender. É o único vivente neste elenco que chuta de média distância e tenta jogar de frente para o gol, ao invés do passezinho pro lado.

- Oliveira foi uma boa contratação e tem substituído muito bem o Matheus. Que tal agora aproveitar esta onda criativa e contratarmos um atacante que chute a gol e um zagueiro que não dê assistência de bunda para gols adversários?

- Turno com 31 pontos foi excelente, apesar da queda brusca de rendimento na parte final. Mas o returno vai ser um "parto de bigorna": um jogo a menos em casa do que no turno, várias partidas difíceis fora (América e Guarani, por exemplo), 3 viagens ao Nordeste (ABC, CRB e Santa Cruz), clássicos regionais com adversários em possível ascensão. Estejamos preparados! Time tecnicamente e torcida emocionalmente.

Para quem leu até aqui, já está óbvio que não teremos notas neste texto. E não teremos mesmo...

domingo, 30 de julho de 2017

Dois posts em um: zero pontos em seis


Até algumas semanas atrás, toda vez que eu encontrava meu ex-chefe (vermelho) eu tinha que escutar a mesma piada: "Juventude na liderança é igual elefante em cima da árvore, ninguém sabe como foi parar lá mas todo mundo sabe que vai cair". 

E, pior, eu concordava com a piada. Nosso grupo é limitado, uma hora a sorte ía acabar, outros times iriam entrosar durante o campeonato, etc. Inúmeros motivos me faziam acreditar que de fato este elefante cairia... Eu só não esperava é que ele se atirasse de cabeça!

Bem, fiquei devendo um post sobre o jogo contra o Oeste. Vamos às notas:

(        INSIRA AQUI O NOME DE UM JOGADOR       ): lento no combate e dando espaço na marcação. No ataque nenhuma inspiração, só deu passes pros lados. Nota: 2

Ok, agora passamos ao jogo mais recente, contra o América Mineiro.

Mais engraçado que o elefante em cima da árvore é olhar a escalação e ver Caion titular. O cara nem se quer entrou em qualquer jogo e do nada ganha uma chance como titular. E, de forma quase tão bizarra quanto isso, foi dele nossa melhor chance de gol. Se fosse durante aquela nossa maré de sorte, era capaz da bola ter entrado e termos que aguentar isso em outros jogos. Ainda bem, as vezes é justo este tal futebol...

Quanto ao esquema, um 4-4-2 bem clássico. Desenho bem parecido ao que foi tentado contra o CRB e, de novo, com pouquíssima movimentação. Tivemos uma semana inteira para treinar, mas não consigo entender o que foi feito neste período. Saída de bola na maior parte do tempo: laterais se projetam, volantes não recuam e tudo fica por conta dos zagueiros. Micael e Domingues só sabem dar balão! 

As vezes volantes ou laterais acordavam e aí a bola chegava no meio-campo. Toca e toca pro lado até que alguém faz um chuveirinho para área. O América (como o CRB) só tinha um volante fixo e mesmo assim nunca fomos capaz de tentar uma tabela por ali. Todo mundo joga distante, parece que estão sobre trilhos, sem poderem movimentações na diagonal. E aí fica difícil... eu não sei se o Dal Pozzo tem tanta confiança em suas táticas que proíbe eles de tentarem qualquer coisa diferente ou se é má vontade mesmo dos jogadores. Mas sei que só jogar bola pro Tiago Marques já está óbvio para todo mundo e todos adversários estarão preparados para isso. O time tem que começar a jogar com mais triangulações, passes mais rápidos e finalizações de média distância, ou então este elefante vai ficar cada vez mais distante da tal árvore.

OLIVEIRA - uma boa estreia. Não teve culpa no gol e fez, pelo menos, duas boas defesas. Alguns lançamentos forçados e precisa gritar mais com a defesa. Nota: 7

TINGA - não se pode confiar em um lateral que cruza mais forte com as mãos do que com os pés. Teve seus 11 passes errados para manter a média. Inúmeras chances de gol do adversário pelo seu lado de campo. Nota: 3

DOMINGUES - fez o penalti, quase entregou um gol logo em seguida, deu inúmeros chutões fingindo lançamentos, não conseguiu marcar nenhum dos 2 centroavantes do América. Nota: 2

MICAEL - este pelo menos nem tenta fingir que seus chutões são lançamentos. Muito mal também na marcação, mas leva uns pontos a mais que seu companheiro de zaga pelo quase gol marcado de cabeça. Nota: 4

COLLAÇO - foi o menos pior da linha defensiva, mas continua cruzando mal. Nota: 5

WANDERSON - bom exemplo de como nosso elenco é limitado ou mal utilizado, já que o Wanderson é comumente escolhido quando Fahel precisa sair. Pois, Fahel nos últimos 4,5 jogos que atuou (descontei 0,5 pelo Oeste) só errou 3 passes. Repito: só 3 passes errados em cerca de 400 minutos! Wanderson errou 5 apenas nos 45 iniciais contra o América! Melhorou no segundo tempo, mas é pouco útil no geral. Nota:3

LUCAS -  era um jogador útil nos tempos do 4-1-4-1, pois na linha de meias podia pressionar na marcação, tentar arrancadas e finalizações. No 4-2-3-1 ou 4-4-2 se tornou um volante quase-burocrático. Ainda é quem mais tenta passes "diferentes", mas não se oferece mais para tabelar nem finalizar. Nota: 4

LEILSON - aberto na direita tem se mostrado ineficiente. Este pode até ser seu ponto de partida, mas tem que buscar jogo no meio, onde pode dar passes verticiais ou chutar a gol. Ele tem que "fugir" do lateral esquerdo, atraindo algum volante e abrindo espaços, e não ficar só no chuveirinho. Nota: 5

WALLACER - idem ao Leilson, apenas passando para o lado esquerdo. Nota: 5

CAION - já gastei caracteres o suficiente com ele no início do texto. Nota:3

TIAGO MARQUES - tentou até cair nas pontas de vez em quando, mas só conseguiu escapar mesmo naquele chute do início do jogo. Fica dependendo de cruzamentos que não chegam. Nota: 5

RAMON - 30 minutos em campo, uma arrancada boa pela esquerda e só. Atacante que entra no segundo tempo tem que entrar buscando chutar a gol, e isso ele não tem feito. Nota: 4

JUNINHO - 20 minutos em campo, e ainda menos que o Ramon. Nota: 3

CAPRINI - 10 minutos em campo, e ainda menos que o Juninho. Nota: 2


DAL POZZO - esquema com jogadores muito distantes, com chance mínima de boa produção. Meio-campo já não marca tão firme como no início do campeonato e a  pressão cai na fraca defesa. Mudou o esquema com a substituições, mas continuamos só com chuveirinhos. Parece que não consegue passar a correta mensagem aos jogadores de como se posicionar ou se movimentar para que hajam infiltrações. Nota: 3

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Faltou movimentação

Imagem meramente ilustrativa.

Dois textos atrás eu falei sobre o 4-1-4-1 (clique aqui para lembrar). Pois ontem nós não estávamos nesse esquema. Mas o CRB estava! E nós, tão acostumados com as vantagens que esses posicionamentos trazem, não conseguimos explorar as desvantagens!

Eu comentei que o 4-1-4-1, por só ter um volante fixo, tem dificuldades na marcação quando o adversário possui 2 meias centralizados. E quando eu vi a nossa escalação com Wallacer e Leílson juntos (aleluia!), era isso que eu esperava: que ambos buscassem o meio e criassem dificuldades para o único volante deles.

Infelizmente, isso não aconteceu. No 1º tempo, estávamos em claro 4-2-3-1, com Leilson, Wallacer e Ramon. E, por mais que os "ponteiros" estivessem um pouco mais centralizados, tentando abrir corredor para que os laterais apoiassem, era uma movimentação lenta e pragmática. Eram apenas deslocamentos curtos, que eram facilmente marcados pelo adiantamento de um lateral ou zagueiro deles. Ramon teve 2 boas arrancadas para cima do lateral direito, mas sem também ninguém por perto para tabelar. O gol, por exemplo, foi apenas mérito da nossa insistência em jogadas individuais pelos lados do campo: 1) Collaço arranca e Ramon não se aproxima, obrigando o lateral a cruzar; 2) Tiago Marques está muito bem marcado dentro da área e só consegue brigar pela bola; 3) Uma falha da zaga adversária acaba encontrando Leilson, que se não fosse a falha também estaria chegando atrasado na jogada.

No 2º tempo, mudança de desenho. Parece que de novo a ideia era se aproveitar do espaço entre as linhas de 4 adversária, mas agora de outra forma. Wallacer foi aberto na esquerda para ajudar nas subidas de Collaço, Leilson e Lucas se revezavam em ajudar Tinga na direita e Ramon se adianta para perto do Tiago. Parece que a ideia era que, através da movimentação, Leilson, Lucas e Ramon em algum momento conseguissem aparecer livres para jogar. Se a ideia do Dal Pozzo realmente era isso, ele não soube explicar direito, pois somente uma vez isso aconteceu: Leilson fez uma diagonal da direita para o centro e, depois de um drible curto, finalizou de canhota (mais ou menos aos 28 do 2º tempo). Wesley Natã entrou para tentar fazer o que Ramon não conseguia e foi ainda pior. Diego Felipe e Juninho nem sei porque entraram.

Mas, vamos voltar a nossa programação normal, com notas:

MATHEUS - chegou a salvar o time do pior naquele lance do 1º tempo que a linha de impedimento foi mal feita e também em chute forte no 2º. Nota: 8

TINGA - nunca tinha passado tanto a bola com a camisa alviverde (64 vezes) e só errou 8. Mas continua fazendo melhores cruzamentos com a mão do que com o pé. Nota: 6

DOMINGUES - para alegria da torcida voltou ao time; para raiva da torcida errou 15 lançamentos e mais alguns passes ridículos. Nota: 4

RUAN - menos erros de passe que seu parceiro, mas algumas arrancadas perigosas. Uma quase resultou em gol, outra me encheu os fundilhos. Nota: 6

COLLAÇO - o único cruzamento "certo" foi o que resultou no gol e só deu certo depois de rebater duas vezes até chegar no pé do Leilson. No geral é um pouco melhor que o Tinga. Nota: 6

FAHEL - em geral cai um pouco de produção em jogos como o de ontem, pois em linha com o Lucas fica inicialmente posicionado mais para o lado e por isso não consegue fazer as coberturas tão bem quanto faz quando sozinho. Mas, incrivelmente, erra pouco. Por exemplo: zero passes errados ontem. Nota: 6

LUCAS - também para alegria da torcida, voltou ao time. Mas não estava em noite muito inspirada. Apesar de fazer passes e lançamentos que mais ninguém consegue no time, cabia muito a ele fazer com que a bola "rompesse" a primeira linha de 4 do CRB e pouco conseguiu. Nota: 5

LEILSON - participou das nossas principais jogadas ofensivas: o gol, seu chute de canhota da intermediária e o chute cruzado após cruzamento do Ruan que quase resultou em gol contra. Mas bateu horrivelmente aquela falta da risca de grande área e sumiu em alguns momentos do jogo. Nota: 6

WALLACER - primeiro tempo apagado, mas melhorou bastante no segundo com a mudança de posicionamento. Tem sido muito participativo, mas como meia tem que tentar mais finalizações e/ou passes verticais que possam encontrar o atacante em posição de finalizar. Resumindo, falta o happy ending. Nota: 6

RAMON - ao contrário do Wallacer, fez primeiro tempo razoável e sumiu no segundo quando foi reposicionado. Espera muito a bola no pé ao invés de se movimentar para que ela chegue até ele. Com os dois zagueiros ocupados com o Tiago Marques, cabia a ele "fazer o facão" nas costas da zaga. Não fez. Nota: 5

TIAGO MARQUES - outros times já tinham colocado dois zagueiros grandes para vigiá-lo e  ele tomava vantagem na movimentação. Ontem, brigou como sempre, mas não teve essa vantagem. Nota: 5

WESLEY - nem vou gastar caracteres com a segunda parte do seu nome artístico. Acho que ele não entendeu o que tinha que fazer em campo e, se entendeu, foi incapaz de fazê-lo. Nota: 2

DIEGO FELIPE - idem ao seu colega de reserva acima. Nota: 2

JUNINHO - com muito menos tempo para mostrar serviço tempo que as demais substituições, mas igualmente sem sentido e ineficiente. Nota: 3


DAL POZZO - como eu escrevi no início: se eu entendi suas ideias, faziam sentido. Problema é ele não conseguir transmití-las, tanto no esquema do 1º quanto do 2º tempo. As substituições não fizeram nenhum sentido: João Paulo era melhor opção que Wesley, pois aí sim criaria mais dor de cabeça para a zaga deles; Diego Felipe, teoricamente, é mais ofensivo que Fahel, mas ele erra tanto que não ajuda em nada; Juninho em um jogo truncado? Ainda tenho que falar da falha no gol deles: notaram que era o Leilson quem marcava o brutamontes deles? O resultado não foi ruim considerando o bom time adversário, mas é ruim considerando a sequência recente e a dificuldade destas rodadas de fim de turno. Nota: 4

sábado, 15 de julho de 2017

Acabou a maré de sorte?


Quando a série B começou, há pouco mais de 2 meses, ninguém espera um time brigando pela liderança. E eu, com todas cornetas aprumadas, escrevia por aqui que o time era limitado e que o futebol apresentado era ruim.

Fui surpreendido, confesso, com boas atuações de lá para cá. Não me refiro a termos feito 3 no ABC ou conseguirmos virar um jogo contra o Luverdense em casa. Me refiro a coisas que eu não achava possível até o início de maio, como ter total controle de um jogo contra o Boa, dominarmos parte da partida contra o Inter ou deixar escapar uma vitória contra o Londrina por pura bobeira nossa, todos fora de casa.

Mas, houve rodadas que jogamos muito mal. Sofremos com o Paraná, escapamos acuados de pressões do Vila Nova, do Paysandu e do Goiás. Grande exceção ao jogo contra o Brasil, tinha algo sempre a nosso favor, fossem nos empates ou vitórias: a sorte.

Era a sorte daquela bola que batia na trave quando o Matheus já não tinha chance de alcançá-la, do zagueiro adversário que fazia gol contra, do goleiro que falhava miseravelmente... sorte aliada à competência quando um centroavante chega desacreditado mas logo se torna artilheiro do campeonato, um volante que até então não tinha créditos com a torcida se torna "dono do time" quando o esquema é modificado, de um zagueiro que é improvisado na lateral e acerta cruzamento inacreditável "do nada", um monte de gente pega caxumba (!) e mesmo assim o padrão não cai.

Aí o time viaja para o Nordeste fazer dois jogos e parece que essa sorte acabou. Como já dito, outras partidas foram quase tão ruins como essas duas últimas. Mas antes aquele voleio do zagueiro deles logo no início de jogo não iria no ângulo. Talvez o Tiago Marques tivesse alcançado e chutado para longe, talvez ela batesse na trave. Logo depois o cruzamento poderia até ter encontrado o Matheus e o Micael atrapalhados no meio da área, mas ela cairia nos pés de algum alviverde e não nos azarentos pés de um centroavante adversário capaz de chutá-la no ângulo. 

Prossigo... Quando estávamos na maré de sorte, o Ramon iria na linha de fundo, cruzaria para trás, e aquele chute de canhota do Tiago Marques pegaria na veia, estufando as redes. No final do primeiro tempo aquele chute fraco do Juninho em diagonal seria colocado para dentro pelo azarento lateral deles, ao invés de bater em duas traves.

Talvez alguns estejam rindo do que escrevi até aqui, por não acreditarem na minha teoria de sorte. Mas eu já deixei de assistir jogos em determinados lugares porque deu azar. Sempre fui consciente que vencemos muito mais pelas capacidades individuais e coletivas do nosso time, mas algumas vezes eu saí do estádio achando que aquela camisa que eu estava usando ajudou com um pouquinho de sorte. Possivelmente a mesma camisa de quando fomos campeões em 94, 98 e 99. Que talvez fosse a mesma de quando Pedro Haroldo marcou um gol contra o Aimoré em 1991 quase do meio do campo. Ou a mesma de quando o Jardel acertou um chutaço na penumbra do Florestal em Lajeado e nos colocou de volta na série D. Ou, mesmo que não fosse a mesma, algumas vezes vencemos porque a sorte estava a nosso favor.

E, seja como for, a sorte nem sempre estará do nosso lado. E quem sabe o azar também não venha para ficar. Mas, por via das dúvidas, melhor começarmos a nos ajudar... Chega de Diego Felipe! É hora do Leílson e Lucas voltarem para o time! Juninho e Ramón tem produzido pouco, mas Caprini e Wesley Natã não produzem nada. Filipe Lima, por exemplo, já chegou a ficar no banco e precisa entrar. Assim que Vidal e Bruno Ribeiro estiverem recuperados, devem ser testados. Dal Pozzo tem também que pensar um jeito para que João Paulo e Tiago Marques possam jogar juntos as vezes (não só no desespero), pois seria um grande poderio ofensivo.

Hoje não tem nota. Só jogamos bem uns 20 minutos do 1º tempo e depois de já termos sofrido dois gols. Vi um 2º tempo modorrento e, para evitar notas ruins para todo mundo, vou ignorar essa parte hoje.

Terça-feira é noite para outra postura em campo. Mesmo que o frio esteja de lascar, temos que voltar a pressionar na marcação e sair em velocidade quando temos a bola. Mesmo que a sorte não ajude, podemos vencer o CRB em casa e é isso que queremos ver.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Números a nosso favor (?)


Dizem alguns estudiosos (?) da história e táticas do futebol brasileiro que o esquema 4-1-4-1 foi visto pela 1ª vez no Brasil em 1981. O "Flamengo de Zico" talvez tenha sido, na verdade, o primeiro caso de sucesso no mundo que o posicionamento de um volante entre as "famosas linhas de 4" deram certo.

O esquema ficou esquecido por um tempo, principalmente no auge do 4-2-2-2, quando brotavam meias habilidosos por todos cantos do país e era difícil marcá-los com só um volante de ofício. Mas, dizem também os estudiosos, o futebol é cíclico. E os meias foram sumindo, o 4-2-3-1 ficou na moda, e os treinadores se deram conta que podiam jogar só com 1 volantão no esquema 4-1-4-1 que dava certo outrora.

E por que dava certo? Bem, são vários motivos. Os principais: 1) Com o recuo dos pontas para junto do meio-campo, os jogadores ficavam mais próximos. Desta forma, as tabelas ocorriam com mais facilidade. 2) Também graças ao recuo dos pontas, o espaço ocupado entre laterais e pontas diminuía, evitando a necessidade de lançamentos longos, que comumente resultam em erros. 3) O volante "1" pode se juntar aos zagueiros quando o time é atacado, povoando a zaga, mas também se juntar aos meias no ataque. Resumindo, o time em 4-1-4-1 joga assim para aproximar seus jogadores. Isto melhora a marcação, mas principalmente ajuda a ter a posse de bola.

Então, vamos aos fatos: Juventude número 1 na tabela de pontuação do campeonato enfrenta o Náutico número 20 na tabela (vulgo lanterna) utilizando esquema 4-1-4-1 fora de casa. O que esperamos? O time vai se defender de forma agrupada e, quando recuperá-la, trocar passes curtos e ter a posse de bola o maior tempo possível. Certo? Errado.

Errado pelo menos durante todo 1º tempo. Jogadores distantes, com marcação frouxa, sem brigar pela segunda bola, tentando passes longos ao invés de tabelas com o jogador mais próximo. Se o time pernambucano não estivesse tão nervoso pela posição que se encontra na tabela, podia ter facilmente feito mais do que um gol neste tempo. 

Mas, tudo mudou no 2º tempo. Tudo aquilo ali que eu escrevi de bom do 4-1-4-1 aconteceu. Não que o time tenha sido brilhante, mas resolveu jogar. O time se aproximou e trocou passes pelo meio. Meias se aproximaram dos laterais para tabelar, que segundos tempos estavam de prontidão para tabelar com os pontas. O gol foi merecido, mesmo que feio. O ponto na tabela foi justo, considerando tempos tão distintos.

MATHEUS - defesas seguras e não acho que foi culpado do gol. Também não lembro de nenhum cagaço em saída de bola. Exagerou em algumas tentativas de acionar rápido o ataque, mas também acertou. Nota: 7

TINGA - é um lateral, claramente, singular. Só me lembro de um cruzamento certo (aquele que o TM9 marcou em impedimento) e foi de esquerda. Seus melhores lançamentos são com a mão em cobranças de lateral. Bateu seu recorde de passes errados: 14. Mas, como todo time, melhorou no segundo tempo quando tentou passes mais curtos, ultrapassagens, etc. Nota: 5

MICAEL - achei que o gol deles foi muito mais méritos do atacante timbu do que falha nossa. Mesmo assim, Micael leva uma parcela de culpa. Claramente, o Tinga não conseguiria evitar o cruzamento. Então, sua função era se posicionar mais atrás, para que a bola não pudesse chegar na cara do Matheus como chegou. Estava adiantado e não evitou que isso acontecesse. Mas, fora isso, rebateu todos bolas que passaram por sua região do campo. Nota: 6

RUAN - era o homem que marcava o centroavante deles na hora do gol. E, portanto, também leva parcela de culpa. Talvez contasse com a cobertura do Micael, mas tinha que estar marcando melhor. Também voltou a fazer umas coberturas afoitas, deixando alguns buracos. Uma dessas situações gerou um penalti contestado pela torcida local (que teria sido, se o ananá não tivesse se jogado antes mesmo que o Ruan desse o tranco). Nota: 5

COLLAÇO - poucos erros, algumas arrancadas boas para o ataque. Mas por que não cruza? Gostaria de saber. Nota: 5

FAHEL - só 1 passe errado de 27 tentados. Cobriu buracos enquanto o time precisou (1º tempo), deu segurança pro time sair jogando depois. Podia ter sido um pouco mais participativo, mas fez seu trabalho. Nota: 7

DIEGO FELIPE - 31 passes tentados, 3 errados. Clara melhora em relação ao jogo passado, mas só no 2º tempo (quando até fez a jogada do gol). No 1º era uma múmia perambulando em campo, sem pressionar, sem recuperar as rebatidas, sem se oferecer para jogar. Lucas precisa voltar. Nota: 5

WALLACER - independentemente do gol marcado, acho que foi o melhor em campo. Só 2 passes errados de 47 tentados. Novamente recuado, foi quem mais tentou fazer a bola "rodar", se aproximando do Collaço e do Ramon (depois Leilson). Mas persisto indignado com seus cruzamentos curtos (acho que o único bom foi para o Caprini, que o rapazote-com-tamanho-de-criança cabeceu na cadeira X47 do bonito estádio pernambucano). Nota: 8

JUNINHO - pouco, muito pouco. Corretamente substituído. Nota: 3

RAMON - muitas vezes tentou ser individualista e perdeu a posse. Outras tentou passar e também errou. Teve um pouco mais de movimentação que o Juninho, mas nem por isso foi melhor. Nota: 3

TIAGO MARQUES - tentou como pode, aparecendo nas duas pontas. Mas, ao mesmo tempo, seguidamente foi indivualista quando teve a bola. Sua única chance de gol foi corretamente anulada por impedimento. Nota: 6

CAPRINI - entrou no lugar do Juninho para fazer o que o titular não fazia: se aproximar dos demais para tentar tabelar, se movimentar mais para escapar da marcação e tentar finalizar. Tentou tudo isso, errou em tudo isso. Nota: 4

LEILSON - entrou logo depois do nosso gol e com passes curtos ajudou Wallacer e Collaço pelo lado esquerdo. Como já dito, ficamos muito mais com a bola. Sem dúvidas ajudou bastante o time, mas considerando que entrou pelo lado do campo, gostaria de ter visto se aproximando um pouco mais do ataque. Teve uma chance de bola parada, que resultou em boa defesa do goleiro adversário. Nota: 6

LUCAS - jogou 15 minutos e pouquíssimo fez. Mas ainda acho que merece mais ser titular que o Diego Felipe. Nota: 4


DAL POZZO - lembrou um pouco o início da Série B, quando no segundo tempo tinha que mudar o time da água para o vinho. Curiosamente, dessa vez as substituições nem surtiram tanto efeito, mas sim a mudança de postura. A mijada (correta) no vestiário deve ter sido grande. Ressalva: Diego Felipe continua sem me convencer. Filipe Lima não viajou (acredito que para melhorar a parte física), mas é um nome que tem que ser analisado como possível substituição para o Juninho. Nota: 7


Como de costume, estatísticas apresentadas são do app footstats.

domingo, 9 de julho de 2017

De volta à liderança

Torcedora da SER Caxias com grito de gol entalado há 2 meses

Incríveis 25 pontos de 36 disputados. Não há o que contestar na campanha Juventudista neste quase um terço de campeonato. É um time que adotou um estilo de jogo precavido para se tornar mais eficiente.

Aliás, cabe aqui uma explicação, pois muita gente vem aqui (ou no facebook) cornetear as minhas cornetas. Quando eu atribuo notas aos jogadores, elas se referem somente e simplesmente as ações que cada um executa individualmente em campo. Mas, independente das ações individuais, as ações coletivas podem ser boas e, normalmente, isto se reflete na nota do treinador. Por exemplo, um zagueiro pode ter nota ruim por falhas individuais mesmo em jogo que o time não tomou gol, graças a tática prever que alguém iria cobri-lo em situações assim. Ou, ainda, um atacante pode não marcar gol e ter boa nota porque criou situações (as vezes até sem tocar na bola) que permitissem outros marcarem.

Mas, voltando ao jogo de ontem... Gol no início (golaço, aliás) permite que este time faça o que sabe de melhor: deixar o brilhantismo de lado e jogar nas falhas do adversário. A linha de 4 do nosso meio-campo impedia que laterais e volantes bugrinos tivessem espaços para passes verticais. Fahel lembrou aquela partida na Várzea do Carmo, quando marcou Fumagalli pela primeira vez, e não o deixou jogar. Nossos laterais vigiavam de perto os pontas deles. Resumindo, abrimos mão da posse de bola e mesmo assim controlamos o jogo. (Repito) Sem brilhantismos individuais mas muita aplicação tática, tivemos 6 finalizações a gol contra apenas 1 deles, mesmo trocando apenas um terço de passes em relação ao time adversário.

MATHEUS - voltou a dar uma cagacinho na torcida quando, sabe-se lá porquê, tentou uma reposição de bola rasante. Mas no segundo tempo teve uma ótima defesa e também um ótimo lançamento para o TM9. Nota: 7

TINGA - melhor partida dele pelo Ju. Errou menos passes que de costume (8) e, apesar de alguns chutões para cima mesmo não sendo pressionado, esteve seguro na defesa. Finalmente acertou um bom cruzamento, que o TM9 cabeceou perto. Nota: 7

MICAEL - se alguém resolvesse criar uma estatísticas de número de roscas por jogo, ele estaria no Top 5 do campeonato. Apesar de não conseguir marcar sempre os atacantes adversários de perto, parece que ganhou a posição do Domingues. E acho que é justamente por jogar mais simples: se tem que sair na cobertura do lateral ou do Ruan, chega firme e resolve a parada. Nota: 7

RUAN - lá no início do campeonato eu já dizia: falha de vez em quando, mas é nosso melhor zagueiro por conseguir acompanhar atacantes de perto e ter uma certa noção de coberturas. O problema era que as vezes saía "na caça" em momentos errados, pois nem o outro zagueiro nem o lateral podiam lhe cobrir. Ontem Micael conseguiu fazer essas coberturas e ele pôde sair "na caça" de forma mais segura. E ainda fez o gol de cabeça. Nota: 8

COLLAÇO - fez menos faltas e foi mais a frente. Desde que tornou-se titular, partida mais equilibrada entre defesa e ataque. Nota: 7

FAHEL - só errou um passe enquanto esteve em campo. E, como já dito antes, anulou o Fumagalli, cérebro do time deles. Nota: 8

DIEGO FELIPE - 33 passes tentados, 9 desses errados. São números preocupantes para um volante. Mas, melhorou um pouco em relação às atuações anteriores. Algumas arrancadas interessantes e desarmes importantes. Nota: 6

WALLACER - novamente deixou de ser o meio central do 4-2-3-1 para alinhar com Diego Felipe no 4-1-4-1. Estas mudanças que o Dal Pozzo faz não são tão naturais para o Wallacer quanto são para o Leilson. Exemplo disso foi que só tentou 20 passes na partida toda (errou 3). O natural seria que ele procurasse tocar na bola muito mais que o Diego Felipe, mas muitas vezes não se ofereceu para isso. E essa inconstância também se reflete nas bolas paradas: é o mesmo cara que cobra escanteios que nem alcançam o primeiro poste, mas depois é capaz de cobrar aquela falta da intermediária para encontrar o Ruan no seguno gol. Nota: 6

JUNINHO - felizmente, voltou a se oferecer tanto na ponta quanto centralizado. Essa movimentação, que deveria acontecer mais seguido, dificulta a marcação adversária pois permite que nosso trio ofensivo (ele, Ramon e TM) joguem mais pŕoximos. Mas, repito, acontece pouco. Continua ganhando mais pontos pela entrega defensiva do que produtividade ofensiva. Nota: 6

RAMON - exceção ao nosso centroavante, é quem mais tenta finalizar. Mas voltou a carregar demais a bola, voltou a cansar rápido. Nota: 5

TIAGO MARQUES - golaço logo de cara e muita dor de cabeça para os 2 zagueiros deles. Em noites como a de ontem, parece que 2 é pouco para marcá-lo. Correu muito para receber lançamentos e chutões, tentando fazer parede e desafogar, e por isso estava mortinho em campo no final do jogo. Mas, volta a levar um motorádio para casa. Nota: 8

WANDERSON - tem entrado em campo para jogar simples, não errar passes e afastar qualquer perigo na frente da zaga. Mas, se a lesão do Fahel for śeria e ele for o escolhido para o cargo, precisa jogar um pouco menos simples. Ser o 1 entre as 2 linhas de 4 não significava ficar só ali centralizado, precisa fazer o "limpador de para-brisa", se movimentando em direção as laterais e fechando espaços para passes verticais. E, também, algo bem parecido para ajudar com passes na saída de bola. Nota: 5

WESLEY - entrou para ciscar na ponta e as vezes desafogar a pressão atrás, quem sabe puxando contra-ataques. Foi pouco feliz nisso, mas ajudou no que pode. Nota: 4

LEILSON - entrou no final, acho que mais para retomar ritmo de jogo do que cumprir qualquer função tática. Poucos passes, algumas perdas de posse. Nota: 4


DAL POZZO - eficiência resume a atuação. O nosso 4-1-4-1 encaixou certinho no 4-2-3-1 deles e, mesmo "entregando" a posse de bola, não deixava que eles gerassem grande perigo. Chegou a acontecer uma troca para 4-2-3-1 no segundo tempo, talvez porque o Guarani entrou com vários jogadores ofensivos que estavam tentando jogar de forma mais veloz. Se foi isto, ok; mas, se foi porque o Wanderson não consegue ser o 1 do esquema original, talvez ele não seja o melhor substituto pro Fahel. Ofensivamente voltamos a assustar no nosso melhor: bola aérea e contra-ataques rápidos. Não achei que Wesley Natã era a melhor opção para a vaga do Ramon cansado, pois Leilson poderia já ter entrado naquele momento, ajudando na marcação do lado de campo e tentando que o tivesse um pouco de posse. Aliás, para um time que estava há 10 dias sem jogar, achei que muitos jogadores cansaram rápido demais. Mas, excelente vitória e liderança de volta. Nota: 7

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vitória de presente

 

Mas que homão da porra esse tal de Marcelo Rangel, goleiro do Goiás. Devemos a vitória de ontem muito a este sujeito.

Goiás dominava o jogo (apesar de finalizar pouco) e ele resolveu dar o gol pro Wallacer. Goiás se arrumava para buscar o empate, ele resolve dar o gol do Tiago Marques. Não teve culpa direta no gol do Diego Felipe, mas indireta sim: o Goiás só tinha aquele clarão na frente da defesa por ter se atirado ao ataque depois do prejuízo que ele criou.

Acho que ficou óbvio para qualquer um que tenha assistido o jogo, fosse no Jaconi ou pela tv, que não jogamos bem. Fica a alegria de voltarmos a vencer e de voltarmos a liderar a tabela. Agora são 10 dias para recuperar os lesionados, os caxumbados e testar alternativas.

MATHEUS - chegará o dia que ele passará todos 90 minutos sem nos dar um cagaço em uma tentativa equivocada de sair jogando? Com as mãos foi pouco exigido. Nota: 6

TINGA - antes de se lesionar, eu reclamava aqui de seus absurdos 11 passes errados em média por jogo. Adivinhem quantos foram ontem? Pois é. Ele, obviamente, conhece muito melhor que o Vinicius os posicionamentos e movimentações que um lateral deve realizar. Mas, 11 passes errados e um único cruzamento certo (supostamente certo, afinal estou me referindo ao primeiro gol que nos foi entregue)?! Nota: 5

MICAEL - segue no seu estilo truculência e chutão pro alto, mas ainda seguidamente dando espaços exagerados para os atacantes. Nota:5

RUAN - mais passes e melhores coberturas do que vinha acontecendo nas últimas rodadas. Nota: 6

COLLAÇO - não entendi o motivo, mas parecia nervoso. Fez faltas desnecessárias, inclusive uma que lhe custou um amarelo. Continua sem ir ao ataque cruzar, mas foi melhor na marcação. Nota: 5

FAHEL - foi o jogador regular que lhe é costume. O meio-campo deles é bastante dinâmico e isso ocasionou algumas dificuldades para nosso veterano volante. Mas, foi seguro e até arriscou uns lançamentos de trivela. Nota: 7

LUCAS - não estava em seu normal: errou alguns passes a mais e até perdeu bolas em disputa no corpo-a-corpo (?). Mas se movimentou bastante, ajudando tanto Fahel quanto Wallacer. Tem 10 dias para recuperar o físico. Nota: 6

WALLACER - por que ele continua batendo escanteios? Parece que os times adversários até já dão 2 passos para frente, sabendo que o cruzamento vem curto. Pelo menos se movimentou indo buscar jogo nas laterais do campo, já que pelo meio não fez nada. E ganhou um gol de presente. Nota: 6

JUNINHO - melhorou na recomposição de meio-campo, tendo desarmes importantes. Mas ainda perdeu bolas no ataque. Nota: 5

RAMON - ao contrário do Juninho, busca centralizar um pouco quando está difícil pelo lado, mas peca na finalização. No geral, apenas espamos ofensivos novamente, mas pelo menos não comprometeu defensivamente. Nota: 6

TIAGO MARQUES - pouco acionado, mas na insistência conseguiu achar aquele gol. Espero que aquela comemoração discreta fosse por pena do goleiro deles, e não em tom de despedida. Nota: 6

WESLEY  NATÃ - entrou quando o Goiás já dava mais espaços para nossos atacantes, mas mesmo assim tocou pouco na bola. Pontos pelo toque de calcanhar no 3º gol. Nota:5

DIEGO FELIPE - entrou no seu ritmo de sempre: lento na marcação e perdendo a bola de forma boba. Mas, quando entrou o Wanderson, parece que surgiu um novo jogador. Mais adiantado, não precisa fazer arrancadas "a moda louca" e ainda marcou um golaço. Nota: 7

WANDERSON - entrou para fechar a casinha. Fez isso e não errou passes. Nota:6


DAL POZZO - a vitória veio na sorte e incompetência do adversário. Isto fez com que ele se resumisse a substituições óbvias. O 4-2-3-1 de ontem estava mais seguro pelos lados do que contra o Londrina, mas talvez esteja com prazo de validade vencido, considerando a provável volta de Leílson. Nota: 6


sábado, 24 de junho de 2017

Dal Pozzo resolveu não abrir vantagem na liderança



Dia 08 de Junho de 2003. Juventude enfrenta o Vasco no Jaconi. Aos 14 minutos do segundo tempo, o treinador Marinho Peres coloca o atacante Rafael Ledesma no lugar do Dionattan. Aos 21 minutos, tira o mesmo Rafael Ledesma para colocar Geufer. Esta síncope de burrice do Marinho Peres em 7 minutos foi até hoje a coisa mais estúpida que vi um treinador do Juventude fazer.

Hoje, a decisão do Dal Pozzo de retirar o Tiago Marques chegou perto de superar o caso acima. TM9 tinha dado os passes para os 2 gols, puxava contra-ataques sozinho e ganha no corpo todas bolas em disputa com os zagueiros deles. Mas, como se não bastasse substituir o melhor em campo, ainda colocou um volante em seu lugar. Chamou o time Londrinense para cima e jogou 2 pontos no lixo. Olha, parabéns Dal Pozzo! Marinho Peres deve estar orgulhoso.

MATHEUS - aquela defesa no primeiro tempo no chute do Belusso a queima roupa foi espetacular. Pena que continuo fazendo reposições arriscadas. Não teve culpa nos gols. Nota: 7

VINICIUS - novamente o treinador adversário colocou um atacante habilidoso para jogar em cima dele e, novamente, estava sendo facilmente envolvido. Mesmo que não tivesse machucado, tinha que ter sido substituído. Nota: 3

MICAEL - muita canelada e erros de posicionamento. Confia muito no seu corpanzil para bloquear chutes e por isso dá espaços demais na marcação. Alguns acertos aéreos, mas que não justificarão sua permanência como titular. Nota: 4

RUAN - tradicionalmente se aproveita da sua velocidade para fazer boas coberturas, tanto ao Collaço quanto ao seu companheiro de zaga. Hoje não foi bem nisso. No primeiro gol deles, por exemplo, pensou em sair na cobertura do Collaço e depois desistiu. Acabou no "meio do caminho", nem fechando o cruzamento nem marcando ninguém na área. No segundo gol, situação menos grave, mas bem parecida. Nota: 5

COLLAÇO - vai pouco ao ataque e isto normalmente é perdoado por ser firme defensivamente. Hoje tomamos os 2 gols em cima dele. No segundo, culpa maior do Ramon, mas ainda assim culpado pelo péssimo posicionamento. Nota: 4

FAHEL - voltou a ser o volantão que precisamos. Liberou o Lucas para jogar e tomou controle da frente da área. Nota: 7

LUCAS - também voltou a jogar bem. Boas roubadas e lançamentos. Participativo dos 2 lados do campo. Nota: 7

JUNINHO - não foi tão apagado quanto nas duas rodadas anteriores, mas não voltou ao "normal" ainda. Perde a bola em momentos bobos. Nota: 5

WALLACER - definitivamente voltou a jogar como meia a frente dos 2 volantes, e não alinhado como quando entrou no lugar do Leílson pela primeira vez. Bonito gol, bons passes. Mas sumiu em algumas partes do jogo. Nota: 7

RAMON - participação ofensiva muito parecia a do Wallacer. Também bonito gol, algumas participações. Mas, mantém a mania de olhar o lateral direito adversário sempre a distância. Quando ele "acorda", o lateral já ultrapassou e não há mais tempo de alcançá-lo. Tomamos os 2 gols assim. Nota: 4

TIAGO MARQUES - já falei no início do texto o quanto vinha jogando bem. Mesmo que estivesse cansado, não deveria ter sido substituído. Só de estar em campo borrava os zagueiros deles de medo. Nota: 9

VACARIA - entrou improvisado na lateral direita. Foi até nessa posição que ele foi promovido ao profissional pela primeira vez, anos atrás, então esperava um pouco de mais "noção" de posicionamento. Foi muito melhor que o Vinicius no combate, protegendo bem a direita quando o Londrina atacava por lá. Mas quando atacam do outro lado, é função de um lateral "fechar" a defesa, ou seja, se aproximar do zagueiro e cobrir o segundo pau. Jamais fez isso. Fica um desconto porque vai precisar voltar a se acostumar com a posição, mas precisamos que isso seja rápido. Nota: 5

DIEGO FELIPE - entrou para ajudar na marcação, o que não conseguiu. Tentou puxar contra-ataques, mas acertou em poucos (acho até que o único foi o que gerou a expulsão do Jardel). Nota: 4

CAPRINI - entrou para jogar 10 minutos como centroavante. Que sentido isso faz? Se o time estivesse cheio de posse de bola e com um meia descansado que pudesse lhe fazer lançamentos, talvez funcionasse. Mas, só recebeu balões e não tinha como isso funcionar para todo seu 1,60m. Nota: 4


DAL POZZO - colocou em campo um time com falhas. Vinicius novamente incapaz de marcar um ponteiro, Ramon novamente só fingindo que pode marcar um lateral ofensivo, uma zaga sem saber exatamente quem marcar. Estava sendo salvo por uma tarde espetacular de seu centroavante que de vez em quando gerava boas tramas ofensivas e nos colocou em 2 gols de vantagem. Mesmo que o Tiago precisasse por algum motivo ser substituído, jogou 2 pontos fora quando optou por colocar um volante perdido em seu lugar. Nota: 3