segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quantos pontos faltam?



Como não tenho competência para uma análise tática/técnica do jogo diante do Vila Nova, na sexta-feira a noite, e levando em consideração que o time alviverde não apresentou nada diferente dos últimos jogos: pouca movimentação, ligação direta e o Tiago Marques que se vire, não vou realizar aqui a já tradicional distribuição de notas que o Pablo vem apresentando no blog. Sendo assim o Capini não ganhará nota maior que os demais esta semana.

O que proponho hoje é discutirmos quais as reais possibilidades do Juventude nesta série B. E já peço de antemão a ajuda dos leitores nos nossos comentários.

O discurso que a direção do clube adotou desde o início do campeonato, de pés no chão e luta pela permanência na série b, já vem sendo combatido pelos torcedores há algumas rodadas. O início arrasador, com a liderança do campeonato em quase todo o primeiro turno, e o baixo nível técnico da competição, permitem que se vislumbre um 2018 melhor que o projetado inicialmente. A direção mantém o discurso conservador. O torcedor pede investimentos, pede a troca do técnico, quer mais ousadia.


E aí, o que tu acha? Faltam 11 ou 29 pontos?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Blow up!

Festival de Torres
Quando eu era criança, meu pai costumava levar nossa família para Torres na época do Festival de Balonismo. Sinceramente, nunca achei muita graça, mas achava interessante ver como as pessoas ficavam maravilhadas em ficar assistindo aqueles BALÕES passando sobre suas cabeças.

Pois, o sr. Gilmar Dal Pozzo deve ser uma dessas pessoas que ficam maravilhadas com BALÕES. Coloca o Domingues em campo e ordena "mete balão para o ataque!". Escala o Micael e "nem tenta dominar, balão é solução!". Resolve improvisar o Wanderson mas "esquece que tu foi volante, balão é só o que eu quero ver!". Não importa quem joga, o meio-campo do nosso time vai ficar como a minha versão criança, apenas olhando para o céu, assistindo os balões passando sobre suas cabeças e não entendendo porque aquilo se repete incansavelmente.

Aliás, vale uma observação sobre a improvisação do Wanderson. Está incluída na cartilha de qualquer treinador a seguinte regra: fazer o mínimo de improvisações possíveis. Então, o que seria óbvio na zaga ontem dados os desfalques? Que jogasse o Vinicius ou Mauricio ao lado do Micael e fosse improvisado qualquer cone na lateral esquerdo (afinal um cone não seria pior que o Mauricio). Mas não... por que fazer só uma improvisação se o nosso treinador pode fazer duas? Ele achou melhor improvisar o Wanderson a dar balão na zaga e o Maurício de novo improvisado atrapalhando o time na esquerda.

Mas, cansei de reclamar neste formato... vamos voltar as notas:

OLIVEIRA - o "golpe de vista" bizarro no gol deles vai me impedir de dar boa nota, mas ele impediu em pelo menos 3 oportunidades da coisa ser ainda pior. Nota: 6

VIDAL - o titular Tinga erra em média 11 passes por jogo, tendo chegado a 17 na rodada passada. Vidal errou 8 ontem. Não fez grande coisa, mas é o novo titular da posição. E quem discordar é secador. Nota: 6

WANDERSON - meu amigo, se aposenta antes que a nova lei da aposentadoria comece a valer. Nota: 2

MICAEL - rebate pro lado que o nariz está virado e só. Se pelo menos aprendesse a cabecear pro chão as bolas que ganha no ataque. Nota: 4

MAURICIO - não consegue marcar atacante de perto, não se oferece para sair jogando, não aparece no apoio. Como lateral, é pior que inútil... atrapalha o time. Nota: 0

FAHEL - mesmo sem inspiração, era a única esperança de que a bola saísse de trás com passes pelo chão. Dal Pozzo não gostou disso, e o tirou no intervalo. Nota: 5

LUCAS - já não marca mais pressão, nem arranca pelo meio. Era o cara que "surpreendia" o time adversário as vezes. Não tem sido este cara. Mas, se a estratégia do treinador é fazer ligação direta defesa-ataque, até que ponto ele tem culpa? Nota: 5

LEILSON - mesma coisa que o Lucas e, ainda por cima, reclamou da "viagem cansativa". Faça-me o favor! Se está sem força nas pernas para cobrar as faltas e escanteios, peça para não jogar. Nota: 3

JUNINHO - ele continuar como titular apenas escancara a falta de opções deste elenco. Não contribuiu em nada ofensivamente e ainda fez a falta infantil que resultou no gol deles. Nota: 3

CAPRINI - surpresa do time titular, nenhuma surpresa na atuação. Toca pouco na bola e ainda perde bolas fáceis em algumas dessas vezes. Parece que magicamente se torna outro jogador por alguns instantes e aparece livre para fazer um gol... acaba se enrolando e chutando fraco. Nota: 4

JOÃO PAULO - passou o jogo tentando se virar nos chutões que vinham em sua direção. As únicas poucas jogadas boas, quando conseguiu dominar o balão e cavou faltas interessantes próximas à área, que o Leilson não aproveitava. Nota: 5

FELIPE LIMA - entrou para fazer algo pelo lado esquerdo, onde nada aconteceu no 1º tempo com a dupla Juninho-Mauricio. Também não conseguiu fazer nada por lá e acabou, novamente, se machucando. Sua única boa jogada foi, na verdade, pelo lado direito, quando cruzou pro Caion e este chutou por cima (pelos 30 do 2º tempo). Nota: 4

CAION - não consegue dominar, passar, chutar, nada. Nota: 2

RAMON - 15 minutos em campo e 3 toques na bola. Nota: 2


DAL POZZO - eram muito desfalques e o elenco é fraco, mas realmente não dava para fazer nada melhor? Já falei que improvisar duas posições quando podia ter sido só uma não ajuda em nada, ainda mais que estas improvisações já se provaram inoperantes. Também já falei que retirar volante do time quando a saída de bola já está ruim também não ajuda. Se compararmos o jogo de ontem com aquele da 1ª rodada, contra o mesmo Luverdense, temos 1ºs tempos bem parecidos. Em ambos jogamos mal. Mas lá na 1ª rodada, o Dal Pozzo consertou isso com mudança de nomes e sistema tático. Ontem não chegou nem perto disso. Nota: 3

domingo, 6 de agosto de 2017

Dois post em um (II): quatro pontos em seis

Novamente condensando dois jogos em um só texto e, desta vez, com pontuação muito melhor. Mas o futebol ó...


Depois do jogo de ontem, algumas coisas que eu fico me perguntando (ou incomodando meus amigos no whatsapp com isso):

- Mauricio foi contratado porque não tínhamos zagueiro no elenco (além do Ruan) capaz de jogar no lado esquerdo da zaga (Domingues, Micael, Vinicius). Mas aí o Ruan se lesiona e o treinador, quem indicou o tal Mauricio, prefere improvisar o Micael "de pé trocado". Por que gastaram com o Mauricio então?

- Por ele "saber" jogar como lateral é que não foi. Avança para o setor ofensivo a passos vagarosos, parece que torcendo para não ter que participar... e daí quando precisa voltar para defesa só falta chamar um táxi. Todo mundo sabe que nosso elenco é limitado, mas realmente não tem melhor improvisação para fazer? Tinga ou Vidal de pé trocado? O tal Mateus Santana que nunca foi visto em campo, foi contratado para ser volante e treina na lateral, não é menos lento um pouco?

- Ainda estou tentando entender a dispensa do Duda (clica aqui). Jogou improvisado na esquerda nos tempos do Picoli e foi 37x melhor que esse Mauricio. Aliás, o Tinga na direita não é improvisado e também não tem sido melhor que o Duda. Só para não deixar passar, ontem Tinga teve 17 PASSES ERRADOS.

- Por que o Diego Felipe joga? Sr. Gilmar, faça o seguinte no próximo treino: jogue um colete para cima, quem pegar é nosso novo segundo volante titular. Só para garantir, antes amarre os braços do Bruninho e do Wanderson, e tente jogar o colete perto de onde está o Sananduva, Bruno Ribeiro ou Vacaria. Sim, até o Vacaria de segundo volante deve ser mais útil que o Diego Felipe. Apesar que, até o Raul pode pegar o colete e também deve ser mais útil que o Diego Felipe...

- As vezes eu fico reclamando um pouco das "fomeadas" do Tiago Marques, mas ontem ficou claro que ele DEVE fazer isso. Ele parece o Michael Jordan naquele filme do Space Jam. MJ está marcado por 5 alienígenas e mesmo assim prefere tentar driblar todos ao invés de passar para o Pernalonga livre em 95% das jogadas. Tiago Marques passar pros seus companheiros de ataque tem sido tão útil quanto os passes para o Pernalonga.

- Eu e boa parte da torcida não entendíamos porque o Felipe Lima demorou tanto a ganhar chances depois de voltar da lesão. Continuamos sem entender. É o único vivente neste elenco que chuta de média distância e tenta jogar de frente para o gol, ao invés do passezinho pro lado.

- Oliveira foi uma boa contratação e tem substituído muito bem o Matheus. Que tal agora aproveitar esta onda criativa e contratarmos um atacante que chute a gol e um zagueiro que não dê assistência de bunda para gols adversários?

- Turno com 31 pontos foi excelente, apesar da queda brusca de rendimento na parte final. Mas o returno vai ser um "parto de bigorna": um jogo a menos em casa do que no turno, várias partidas difíceis fora (América e Guarani, por exemplo), 3 viagens ao Nordeste (ABC, CRB e Santa Cruz), clássicos regionais com adversários em possível ascensão. Estejamos preparados! Time tecnicamente e torcida emocionalmente.

Para quem leu até aqui, já está óbvio que não teremos notas neste texto. E não teremos mesmo...

domingo, 30 de julho de 2017

Dois posts em um: zero pontos em seis


Até algumas semanas atrás, toda vez que eu encontrava meu ex-chefe (vermelho) eu tinha que escutar a mesma piada: "Juventude na liderança é igual elefante em cima da árvore, ninguém sabe como foi parar lá mas todo mundo sabe que vai cair". 

E, pior, eu concordava com a piada. Nosso grupo é limitado, uma hora a sorte ía acabar, outros times iriam entrosar durante o campeonato, etc. Inúmeros motivos me faziam acreditar que de fato este elefante cairia... Eu só não esperava é que ele se atirasse de cabeça!

Bem, fiquei devendo um post sobre o jogo contra o Oeste. Vamos às notas:

(        INSIRA AQUI O NOME DE UM JOGADOR       ): lento no combate e dando espaço na marcação. No ataque nenhuma inspiração, só deu passes pros lados. Nota: 2

Ok, agora passamos ao jogo mais recente, contra o América Mineiro.

Mais engraçado que o elefante em cima da árvore é olhar a escalação e ver Caion titular. O cara nem se quer entrou em qualquer jogo e do nada ganha uma chance como titular. E, de forma quase tão bizarra quanto isso, foi dele nossa melhor chance de gol. Se fosse durante aquela nossa maré de sorte, era capaz da bola ter entrado e termos que aguentar isso em outros jogos. Ainda bem, as vezes é justo este tal futebol...

Quanto ao esquema, um 4-4-2 bem clássico. Desenho bem parecido ao que foi tentado contra o CRB e, de novo, com pouquíssima movimentação. Tivemos uma semana inteira para treinar, mas não consigo entender o que foi feito neste período. Saída de bola na maior parte do tempo: laterais se projetam, volantes não recuam e tudo fica por conta dos zagueiros. Micael e Domingues só sabem dar balão! 

As vezes volantes ou laterais acordavam e aí a bola chegava no meio-campo. Toca e toca pro lado até que alguém faz um chuveirinho para área. O América (como o CRB) só tinha um volante fixo e mesmo assim nunca fomos capaz de tentar uma tabela por ali. Todo mundo joga distante, parece que estão sobre trilhos, sem poderem movimentações na diagonal. E aí fica difícil... eu não sei se o Dal Pozzo tem tanta confiança em suas táticas que proíbe eles de tentarem qualquer coisa diferente ou se é má vontade mesmo dos jogadores. Mas sei que só jogar bola pro Tiago Marques já está óbvio para todo mundo e todos adversários estarão preparados para isso. O time tem que começar a jogar com mais triangulações, passes mais rápidos e finalizações de média distância, ou então este elefante vai ficar cada vez mais distante da tal árvore.

OLIVEIRA - uma boa estreia. Não teve culpa no gol e fez, pelo menos, duas boas defesas. Alguns lançamentos forçados e precisa gritar mais com a defesa. Nota: 7

TINGA - não se pode confiar em um lateral que cruza mais forte com as mãos do que com os pés. Teve seus 11 passes errados para manter a média. Inúmeras chances de gol do adversário pelo seu lado de campo. Nota: 3

DOMINGUES - fez o penalti, quase entregou um gol logo em seguida, deu inúmeros chutões fingindo lançamentos, não conseguiu marcar nenhum dos 2 centroavantes do América. Nota: 2

MICAEL - este pelo menos nem tenta fingir que seus chutões são lançamentos. Muito mal também na marcação, mas leva uns pontos a mais que seu companheiro de zaga pelo quase gol marcado de cabeça. Nota: 4

COLLAÇO - foi o menos pior da linha defensiva, mas continua cruzando mal. Nota: 5

WANDERSON - bom exemplo de como nosso elenco é limitado ou mal utilizado, já que o Wanderson é comumente escolhido quando Fahel precisa sair. Pois, Fahel nos últimos 4,5 jogos que atuou (descontei 0,5 pelo Oeste) só errou 3 passes. Repito: só 3 passes errados em cerca de 400 minutos! Wanderson errou 5 apenas nos 45 iniciais contra o América! Melhorou no segundo tempo, mas é pouco útil no geral. Nota:3

LUCAS -  era um jogador útil nos tempos do 4-1-4-1, pois na linha de meias podia pressionar na marcação, tentar arrancadas e finalizações. No 4-2-3-1 ou 4-4-2 se tornou um volante quase-burocrático. Ainda é quem mais tenta passes "diferentes", mas não se oferece mais para tabelar nem finalizar. Nota: 4

LEILSON - aberto na direita tem se mostrado ineficiente. Este pode até ser seu ponto de partida, mas tem que buscar jogo no meio, onde pode dar passes verticiais ou chutar a gol. Ele tem que "fugir" do lateral esquerdo, atraindo algum volante e abrindo espaços, e não ficar só no chuveirinho. Nota: 5

WALLACER - idem ao Leilson, apenas passando para o lado esquerdo. Nota: 5

CAION - já gastei caracteres o suficiente com ele no início do texto. Nota:3

TIAGO MARQUES - tentou até cair nas pontas de vez em quando, mas só conseguiu escapar mesmo naquele chute do início do jogo. Fica dependendo de cruzamentos que não chegam. Nota: 5

RAMON - 30 minutos em campo, uma arrancada boa pela esquerda e só. Atacante que entra no segundo tempo tem que entrar buscando chutar a gol, e isso ele não tem feito. Nota: 4

JUNINHO - 20 minutos em campo, e ainda menos que o Ramon. Nota: 3

CAPRINI - 10 minutos em campo, e ainda menos que o Juninho. Nota: 2


DAL POZZO - esquema com jogadores muito distantes, com chance mínima de boa produção. Meio-campo já não marca tão firme como no início do campeonato e a  pressão cai na fraca defesa. Mudou o esquema com a substituições, mas continuamos só com chuveirinhos. Parece que não consegue passar a correta mensagem aos jogadores de como se posicionar ou se movimentar para que hajam infiltrações. Nota: 3

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Faltou movimentação

Imagem meramente ilustrativa.

Dois textos atrás eu falei sobre o 4-1-4-1 (clique aqui para lembrar). Pois ontem nós não estávamos nesse esquema. Mas o CRB estava! E nós, tão acostumados com as vantagens que esses posicionamentos trazem, não conseguimos explorar as desvantagens!

Eu comentei que o 4-1-4-1, por só ter um volante fixo, tem dificuldades na marcação quando o adversário possui 2 meias centralizados. E quando eu vi a nossa escalação com Wallacer e Leílson juntos (aleluia!), era isso que eu esperava: que ambos buscassem o meio e criassem dificuldades para o único volante deles.

Infelizmente, isso não aconteceu. No 1º tempo, estávamos em claro 4-2-3-1, com Leilson, Wallacer e Ramon. E, por mais que os "ponteiros" estivessem um pouco mais centralizados, tentando abrir corredor para que os laterais apoiassem, era uma movimentação lenta e pragmática. Eram apenas deslocamentos curtos, que eram facilmente marcados pelo adiantamento de um lateral ou zagueiro deles. Ramon teve 2 boas arrancadas para cima do lateral direito, mas sem também ninguém por perto para tabelar. O gol, por exemplo, foi apenas mérito da nossa insistência em jogadas individuais pelos lados do campo: 1) Collaço arranca e Ramon não se aproxima, obrigando o lateral a cruzar; 2) Tiago Marques está muito bem marcado dentro da área e só consegue brigar pela bola; 3) Uma falha da zaga adversária acaba encontrando Leilson, que se não fosse a falha também estaria chegando atrasado na jogada.

No 2º tempo, mudança de desenho. Parece que de novo a ideia era se aproveitar do espaço entre as linhas de 4 adversária, mas agora de outra forma. Wallacer foi aberto na esquerda para ajudar nas subidas de Collaço, Leilson e Lucas se revezavam em ajudar Tinga na direita e Ramon se adianta para perto do Tiago. Parece que a ideia era que, através da movimentação, Leilson, Lucas e Ramon em algum momento conseguissem aparecer livres para jogar. Se a ideia do Dal Pozzo realmente era isso, ele não soube explicar direito, pois somente uma vez isso aconteceu: Leilson fez uma diagonal da direita para o centro e, depois de um drible curto, finalizou de canhota (mais ou menos aos 28 do 2º tempo). Wesley Natã entrou para tentar fazer o que Ramon não conseguia e foi ainda pior. Diego Felipe e Juninho nem sei porque entraram.

Mas, vamos voltar a nossa programação normal, com notas:

MATHEUS - chegou a salvar o time do pior naquele lance do 1º tempo que a linha de impedimento foi mal feita e também em chute forte no 2º. Nota: 8

TINGA - nunca tinha passado tanto a bola com a camisa alviverde (64 vezes) e só errou 8. Mas continua fazendo melhores cruzamentos com a mão do que com o pé. Nota: 6

DOMINGUES - para alegria da torcida voltou ao time; para raiva da torcida errou 15 lançamentos e mais alguns passes ridículos. Nota: 4

RUAN - menos erros de passe que seu parceiro, mas algumas arrancadas perigosas. Uma quase resultou em gol, outra me encheu os fundilhos. Nota: 6

COLLAÇO - o único cruzamento "certo" foi o que resultou no gol e só deu certo depois de rebater duas vezes até chegar no pé do Leilson. No geral é um pouco melhor que o Tinga. Nota: 6

FAHEL - em geral cai um pouco de produção em jogos como o de ontem, pois em linha com o Lucas fica inicialmente posicionado mais para o lado e por isso não consegue fazer as coberturas tão bem quanto faz quando sozinho. Mas, incrivelmente, erra pouco. Por exemplo: zero passes errados ontem. Nota: 6

LUCAS - também para alegria da torcida, voltou ao time. Mas não estava em noite muito inspirada. Apesar de fazer passes e lançamentos que mais ninguém consegue no time, cabia muito a ele fazer com que a bola "rompesse" a primeira linha de 4 do CRB e pouco conseguiu. Nota: 5

LEILSON - participou das nossas principais jogadas ofensivas: o gol, seu chute de canhota da intermediária e o chute cruzado após cruzamento do Ruan que quase resultou em gol contra. Mas bateu horrivelmente aquela falta da risca de grande área e sumiu em alguns momentos do jogo. Nota: 6

WALLACER - primeiro tempo apagado, mas melhorou bastante no segundo com a mudança de posicionamento. Tem sido muito participativo, mas como meia tem que tentar mais finalizações e/ou passes verticais que possam encontrar o atacante em posição de finalizar. Resumindo, falta o happy ending. Nota: 6

RAMON - ao contrário do Wallacer, fez primeiro tempo razoável e sumiu no segundo quando foi reposicionado. Espera muito a bola no pé ao invés de se movimentar para que ela chegue até ele. Com os dois zagueiros ocupados com o Tiago Marques, cabia a ele "fazer o facão" nas costas da zaga. Não fez. Nota: 5

TIAGO MARQUES - outros times já tinham colocado dois zagueiros grandes para vigiá-lo e  ele tomava vantagem na movimentação. Ontem, brigou como sempre, mas não teve essa vantagem. Nota: 5

WESLEY - nem vou gastar caracteres com a segunda parte do seu nome artístico. Acho que ele não entendeu o que tinha que fazer em campo e, se entendeu, foi incapaz de fazê-lo. Nota: 2

DIEGO FELIPE - idem ao seu colega de reserva acima. Nota: 2

JUNINHO - com muito menos tempo para mostrar serviço tempo que as demais substituições, mas igualmente sem sentido e ineficiente. Nota: 3


DAL POZZO - como eu escrevi no início: se eu entendi suas ideias, faziam sentido. Problema é ele não conseguir transmití-las, tanto no esquema do 1º quanto do 2º tempo. As substituições não fizeram nenhum sentido: João Paulo era melhor opção que Wesley, pois aí sim criaria mais dor de cabeça para a zaga deles; Diego Felipe, teoricamente, é mais ofensivo que Fahel, mas ele erra tanto que não ajuda em nada; Juninho em um jogo truncado? Ainda tenho que falar da falha no gol deles: notaram que era o Leilson quem marcava o brutamontes deles? O resultado não foi ruim considerando o bom time adversário, mas é ruim considerando a sequência recente e a dificuldade destas rodadas de fim de turno. Nota: 4

sábado, 15 de julho de 2017

Acabou a maré de sorte?


Quando a série B começou, há pouco mais de 2 meses, ninguém espera um time brigando pela liderança. E eu, com todas cornetas aprumadas, escrevia por aqui que o time era limitado e que o futebol apresentado era ruim.

Fui surpreendido, confesso, com boas atuações de lá para cá. Não me refiro a termos feito 3 no ABC ou conseguirmos virar um jogo contra o Luverdense em casa. Me refiro a coisas que eu não achava possível até o início de maio, como ter total controle de um jogo contra o Boa, dominarmos parte da partida contra o Inter ou deixar escapar uma vitória contra o Londrina por pura bobeira nossa, todos fora de casa.

Mas, houve rodadas que jogamos muito mal. Sofremos com o Paraná, escapamos acuados de pressões do Vila Nova, do Paysandu e do Goiás. Grande exceção ao jogo contra o Brasil, tinha algo sempre a nosso favor, fossem nos empates ou vitórias: a sorte.

Era a sorte daquela bola que batia na trave quando o Matheus já não tinha chance de alcançá-la, do zagueiro adversário que fazia gol contra, do goleiro que falhava miseravelmente... sorte aliada à competência quando um centroavante chega desacreditado mas logo se torna artilheiro do campeonato, um volante que até então não tinha créditos com a torcida se torna "dono do time" quando o esquema é modificado, de um zagueiro que é improvisado na lateral e acerta cruzamento inacreditável "do nada", um monte de gente pega caxumba (!) e mesmo assim o padrão não cai.

Aí o time viaja para o Nordeste fazer dois jogos e parece que essa sorte acabou. Como já dito, outras partidas foram quase tão ruins como essas duas últimas. Mas antes aquele voleio do zagueiro deles logo no início de jogo não iria no ângulo. Talvez o Tiago Marques tivesse alcançado e chutado para longe, talvez ela batesse na trave. Logo depois o cruzamento poderia até ter encontrado o Matheus e o Micael atrapalhados no meio da área, mas ela cairia nos pés de algum alviverde e não nos azarentos pés de um centroavante adversário capaz de chutá-la no ângulo. 

Prossigo... Quando estávamos na maré de sorte, o Ramon iria na linha de fundo, cruzaria para trás, e aquele chute de canhota do Tiago Marques pegaria na veia, estufando as redes. No final do primeiro tempo aquele chute fraco do Juninho em diagonal seria colocado para dentro pelo azarento lateral deles, ao invés de bater em duas traves.

Talvez alguns estejam rindo do que escrevi até aqui, por não acreditarem na minha teoria de sorte. Mas eu já deixei de assistir jogos em determinados lugares porque deu azar. Sempre fui consciente que vencemos muito mais pelas capacidades individuais e coletivas do nosso time, mas algumas vezes eu saí do estádio achando que aquela camisa que eu estava usando ajudou com um pouquinho de sorte. Possivelmente a mesma camisa de quando fomos campeões em 94, 98 e 99. Que talvez fosse a mesma de quando Pedro Haroldo marcou um gol contra o Aimoré em 1991 quase do meio do campo. Ou a mesma de quando o Jardel acertou um chutaço na penumbra do Florestal em Lajeado e nos colocou de volta na série D. Ou, mesmo que não fosse a mesma, algumas vezes vencemos porque a sorte estava a nosso favor.

E, seja como for, a sorte nem sempre estará do nosso lado. E quem sabe o azar também não venha para ficar. Mas, por via das dúvidas, melhor começarmos a nos ajudar... Chega de Diego Felipe! É hora do Leílson e Lucas voltarem para o time! Juninho e Ramón tem produzido pouco, mas Caprini e Wesley Natã não produzem nada. Filipe Lima, por exemplo, já chegou a ficar no banco e precisa entrar. Assim que Vidal e Bruno Ribeiro estiverem recuperados, devem ser testados. Dal Pozzo tem também que pensar um jeito para que João Paulo e Tiago Marques possam jogar juntos as vezes (não só no desespero), pois seria um grande poderio ofensivo.

Hoje não tem nota. Só jogamos bem uns 20 minutos do 1º tempo e depois de já termos sofrido dois gols. Vi um 2º tempo modorrento e, para evitar notas ruins para todo mundo, vou ignorar essa parte hoje.

Terça-feira é noite para outra postura em campo. Mesmo que o frio esteja de lascar, temos que voltar a pressionar na marcação e sair em velocidade quando temos a bola. Mesmo que a sorte não ajude, podemos vencer o CRB em casa e é isso que queremos ver.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Números a nosso favor (?)


Dizem alguns estudiosos (?) da história e táticas do futebol brasileiro que o esquema 4-1-4-1 foi visto pela 1ª vez no Brasil em 1981. O "Flamengo de Zico" talvez tenha sido, na verdade, o primeiro caso de sucesso no mundo que o posicionamento de um volante entre as "famosas linhas de 4" deram certo.

O esquema ficou esquecido por um tempo, principalmente no auge do 4-2-2-2, quando brotavam meias habilidosos por todos cantos do país e era difícil marcá-los com só um volante de ofício. Mas, dizem também os estudiosos, o futebol é cíclico. E os meias foram sumindo, o 4-2-3-1 ficou na moda, e os treinadores se deram conta que podiam jogar só com 1 volantão no esquema 4-1-4-1 que dava certo outrora.

E por que dava certo? Bem, são vários motivos. Os principais: 1) Com o recuo dos pontas para junto do meio-campo, os jogadores ficavam mais próximos. Desta forma, as tabelas ocorriam com mais facilidade. 2) Também graças ao recuo dos pontas, o espaço ocupado entre laterais e pontas diminuía, evitando a necessidade de lançamentos longos, que comumente resultam em erros. 3) O volante "1" pode se juntar aos zagueiros quando o time é atacado, povoando a zaga, mas também se juntar aos meias no ataque. Resumindo, o time em 4-1-4-1 joga assim para aproximar seus jogadores. Isto melhora a marcação, mas principalmente ajuda a ter a posse de bola.

Então, vamos aos fatos: Juventude número 1 na tabela de pontuação do campeonato enfrenta o Náutico número 20 na tabela (vulgo lanterna) utilizando esquema 4-1-4-1 fora de casa. O que esperamos? O time vai se defender de forma agrupada e, quando recuperá-la, trocar passes curtos e ter a posse de bola o maior tempo possível. Certo? Errado.

Errado pelo menos durante todo 1º tempo. Jogadores distantes, com marcação frouxa, sem brigar pela segunda bola, tentando passes longos ao invés de tabelas com o jogador mais próximo. Se o time pernambucano não estivesse tão nervoso pela posição que se encontra na tabela, podia ter facilmente feito mais do que um gol neste tempo. 

Mas, tudo mudou no 2º tempo. Tudo aquilo ali que eu escrevi de bom do 4-1-4-1 aconteceu. Não que o time tenha sido brilhante, mas resolveu jogar. O time se aproximou e trocou passes pelo meio. Meias se aproximaram dos laterais para tabelar, que segundos tempos estavam de prontidão para tabelar com os pontas. O gol foi merecido, mesmo que feio. O ponto na tabela foi justo, considerando tempos tão distintos.

MATHEUS - defesas seguras e não acho que foi culpado do gol. Também não lembro de nenhum cagaço em saída de bola. Exagerou em algumas tentativas de acionar rápido o ataque, mas também acertou. Nota: 7

TINGA - é um lateral, claramente, singular. Só me lembro de um cruzamento certo (aquele que o TM9 marcou em impedimento) e foi de esquerda. Seus melhores lançamentos são com a mão em cobranças de lateral. Bateu seu recorde de passes errados: 14. Mas, como todo time, melhorou no segundo tempo quando tentou passes mais curtos, ultrapassagens, etc. Nota: 5

MICAEL - achei que o gol deles foi muito mais méritos do atacante timbu do que falha nossa. Mesmo assim, Micael leva uma parcela de culpa. Claramente, o Tinga não conseguiria evitar o cruzamento. Então, sua função era se posicionar mais atrás, para que a bola não pudesse chegar na cara do Matheus como chegou. Estava adiantado e não evitou que isso acontecesse. Mas, fora isso, rebateu todos bolas que passaram por sua região do campo. Nota: 6

RUAN - era o homem que marcava o centroavante deles na hora do gol. E, portanto, também leva parcela de culpa. Talvez contasse com a cobertura do Micael, mas tinha que estar marcando melhor. Também voltou a fazer umas coberturas afoitas, deixando alguns buracos. Uma dessas situações gerou um penalti contestado pela torcida local (que teria sido, se o ananá não tivesse se jogado antes mesmo que o Ruan desse o tranco). Nota: 5

COLLAÇO - poucos erros, algumas arrancadas boas para o ataque. Mas por que não cruza? Gostaria de saber. Nota: 5

FAHEL - só 1 passe errado de 27 tentados. Cobriu buracos enquanto o time precisou (1º tempo), deu segurança pro time sair jogando depois. Podia ter sido um pouco mais participativo, mas fez seu trabalho. Nota: 7

DIEGO FELIPE - 31 passes tentados, 3 errados. Clara melhora em relação ao jogo passado, mas só no 2º tempo (quando até fez a jogada do gol). No 1º era uma múmia perambulando em campo, sem pressionar, sem recuperar as rebatidas, sem se oferecer para jogar. Lucas precisa voltar. Nota: 5

WALLACER - independentemente do gol marcado, acho que foi o melhor em campo. Só 2 passes errados de 47 tentados. Novamente recuado, foi quem mais tentou fazer a bola "rodar", se aproximando do Collaço e do Ramon (depois Leilson). Mas persisto indignado com seus cruzamentos curtos (acho que o único bom foi para o Caprini, que o rapazote-com-tamanho-de-criança cabeceu na cadeira X47 do bonito estádio pernambucano). Nota: 8

JUNINHO - pouco, muito pouco. Corretamente substituído. Nota: 3

RAMON - muitas vezes tentou ser individualista e perdeu a posse. Outras tentou passar e também errou. Teve um pouco mais de movimentação que o Juninho, mas nem por isso foi melhor. Nota: 3

TIAGO MARQUES - tentou como pode, aparecendo nas duas pontas. Mas, ao mesmo tempo, seguidamente foi indivualista quando teve a bola. Sua única chance de gol foi corretamente anulada por impedimento. Nota: 6

CAPRINI - entrou no lugar do Juninho para fazer o que o titular não fazia: se aproximar dos demais para tentar tabelar, se movimentar mais para escapar da marcação e tentar finalizar. Tentou tudo isso, errou em tudo isso. Nota: 4

LEILSON - entrou logo depois do nosso gol e com passes curtos ajudou Wallacer e Collaço pelo lado esquerdo. Como já dito, ficamos muito mais com a bola. Sem dúvidas ajudou bastante o time, mas considerando que entrou pelo lado do campo, gostaria de ter visto se aproximando um pouco mais do ataque. Teve uma chance de bola parada, que resultou em boa defesa do goleiro adversário. Nota: 6

LUCAS - jogou 15 minutos e pouquíssimo fez. Mas ainda acho que merece mais ser titular que o Diego Felipe. Nota: 4


DAL POZZO - lembrou um pouco o início da Série B, quando no segundo tempo tinha que mudar o time da água para o vinho. Curiosamente, dessa vez as substituições nem surtiram tanto efeito, mas sim a mudança de postura. A mijada (correta) no vestiário deve ter sido grande. Ressalva: Diego Felipe continua sem me convencer. Filipe Lima não viajou (acredito que para melhorar a parte física), mas é um nome que tem que ser analisado como possível substituição para o Juninho. Nota: 7


Como de costume, estatísticas apresentadas são do app footstats.

domingo, 9 de julho de 2017

De volta à liderança

Torcedora da SER Caxias com grito de gol entalado há 2 meses

Incríveis 25 pontos de 36 disputados. Não há o que contestar na campanha Juventudista neste quase um terço de campeonato. É um time que adotou um estilo de jogo precavido para se tornar mais eficiente.

Aliás, cabe aqui uma explicação, pois muita gente vem aqui (ou no facebook) cornetear as minhas cornetas. Quando eu atribuo notas aos jogadores, elas se referem somente e simplesmente as ações que cada um executa individualmente em campo. Mas, independente das ações individuais, as ações coletivas podem ser boas e, normalmente, isto se reflete na nota do treinador. Por exemplo, um zagueiro pode ter nota ruim por falhas individuais mesmo em jogo que o time não tomou gol, graças a tática prever que alguém iria cobri-lo em situações assim. Ou, ainda, um atacante pode não marcar gol e ter boa nota porque criou situações (as vezes até sem tocar na bola) que permitissem outros marcarem.

Mas, voltando ao jogo de ontem... Gol no início (golaço, aliás) permite que este time faça o que sabe de melhor: deixar o brilhantismo de lado e jogar nas falhas do adversário. A linha de 4 do nosso meio-campo impedia que laterais e volantes bugrinos tivessem espaços para passes verticais. Fahel lembrou aquela partida na Várzea do Carmo, quando marcou Fumagalli pela primeira vez, e não o deixou jogar. Nossos laterais vigiavam de perto os pontas deles. Resumindo, abrimos mão da posse de bola e mesmo assim controlamos o jogo. (Repito) Sem brilhantismos individuais mas muita aplicação tática, tivemos 6 finalizações a gol contra apenas 1 deles, mesmo trocando apenas um terço de passes em relação ao time adversário.

MATHEUS - voltou a dar uma cagacinho na torcida quando, sabe-se lá porquê, tentou uma reposição de bola rasante. Mas no segundo tempo teve uma ótima defesa e também um ótimo lançamento para o TM9. Nota: 7

TINGA - melhor partida dele pelo Ju. Errou menos passes que de costume (8) e, apesar de alguns chutões para cima mesmo não sendo pressionado, esteve seguro na defesa. Finalmente acertou um bom cruzamento, que o TM9 cabeceou perto. Nota: 7

MICAEL - se alguém resolvesse criar uma estatísticas de número de roscas por jogo, ele estaria no Top 5 do campeonato. Apesar de não conseguir marcar sempre os atacantes adversários de perto, parece que ganhou a posição do Domingues. E acho que é justamente por jogar mais simples: se tem que sair na cobertura do lateral ou do Ruan, chega firme e resolve a parada. Nota: 7

RUAN - lá no início do campeonato eu já dizia: falha de vez em quando, mas é nosso melhor zagueiro por conseguir acompanhar atacantes de perto e ter uma certa noção de coberturas. O problema era que as vezes saía "na caça" em momentos errados, pois nem o outro zagueiro nem o lateral podiam lhe cobrir. Ontem Micael conseguiu fazer essas coberturas e ele pôde sair "na caça" de forma mais segura. E ainda fez o gol de cabeça. Nota: 8

COLLAÇO - fez menos faltas e foi mais a frente. Desde que tornou-se titular, partida mais equilibrada entre defesa e ataque. Nota: 7

FAHEL - só errou um passe enquanto esteve em campo. E, como já dito antes, anulou o Fumagalli, cérebro do time deles. Nota: 8

DIEGO FELIPE - 33 passes tentados, 9 desses errados. São números preocupantes para um volante. Mas, melhorou um pouco em relação às atuações anteriores. Algumas arrancadas interessantes e desarmes importantes. Nota: 6

WALLACER - novamente deixou de ser o meio central do 4-2-3-1 para alinhar com Diego Felipe no 4-1-4-1. Estas mudanças que o Dal Pozzo faz não são tão naturais para o Wallacer quanto são para o Leilson. Exemplo disso foi que só tentou 20 passes na partida toda (errou 3). O natural seria que ele procurasse tocar na bola muito mais que o Diego Felipe, mas muitas vezes não se ofereceu para isso. E essa inconstância também se reflete nas bolas paradas: é o mesmo cara que cobra escanteios que nem alcançam o primeiro poste, mas depois é capaz de cobrar aquela falta da intermediária para encontrar o Ruan no seguno gol. Nota: 6

JUNINHO - felizmente, voltou a se oferecer tanto na ponta quanto centralizado. Essa movimentação, que deveria acontecer mais seguido, dificulta a marcação adversária pois permite que nosso trio ofensivo (ele, Ramon e TM) joguem mais pŕoximos. Mas, repito, acontece pouco. Continua ganhando mais pontos pela entrega defensiva do que produtividade ofensiva. Nota: 6

RAMON - exceção ao nosso centroavante, é quem mais tenta finalizar. Mas voltou a carregar demais a bola, voltou a cansar rápido. Nota: 5

TIAGO MARQUES - golaço logo de cara e muita dor de cabeça para os 2 zagueiros deles. Em noites como a de ontem, parece que 2 é pouco para marcá-lo. Correu muito para receber lançamentos e chutões, tentando fazer parede e desafogar, e por isso estava mortinho em campo no final do jogo. Mas, volta a levar um motorádio para casa. Nota: 8

WANDERSON - tem entrado em campo para jogar simples, não errar passes e afastar qualquer perigo na frente da zaga. Mas, se a lesão do Fahel for śeria e ele for o escolhido para o cargo, precisa jogar um pouco menos simples. Ser o 1 entre as 2 linhas de 4 não significava ficar só ali centralizado, precisa fazer o "limpador de para-brisa", se movimentando em direção as laterais e fechando espaços para passes verticais. E, também, algo bem parecido para ajudar com passes na saída de bola. Nota: 5

WESLEY - entrou para ciscar na ponta e as vezes desafogar a pressão atrás, quem sabe puxando contra-ataques. Foi pouco feliz nisso, mas ajudou no que pode. Nota: 4

LEILSON - entrou no final, acho que mais para retomar ritmo de jogo do que cumprir qualquer função tática. Poucos passes, algumas perdas de posse. Nota: 4


DAL POZZO - eficiência resume a atuação. O nosso 4-1-4-1 encaixou certinho no 4-2-3-1 deles e, mesmo "entregando" a posse de bola, não deixava que eles gerassem grande perigo. Chegou a acontecer uma troca para 4-2-3-1 no segundo tempo, talvez porque o Guarani entrou com vários jogadores ofensivos que estavam tentando jogar de forma mais veloz. Se foi isto, ok; mas, se foi porque o Wanderson não consegue ser o 1 do esquema original, talvez ele não seja o melhor substituto pro Fahel. Ofensivamente voltamos a assustar no nosso melhor: bola aérea e contra-ataques rápidos. Não achei que Wesley Natã era a melhor opção para a vaga do Ramon cansado, pois Leilson poderia já ter entrado naquele momento, ajudando na marcação do lado de campo e tentando que o tivesse um pouco de posse. Aliás, para um time que estava há 10 dias sem jogar, achei que muitos jogadores cansaram rápido demais. Mas, excelente vitória e liderança de volta. Nota: 7

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Vitória de presente

 

Mas que homão da porra esse tal de Marcelo Rangel, goleiro do Goiás. Devemos a vitória de ontem muito a este sujeito.

Goiás dominava o jogo (apesar de finalizar pouco) e ele resolveu dar o gol pro Wallacer. Goiás se arrumava para buscar o empate, ele resolve dar o gol do Tiago Marques. Não teve culpa direta no gol do Diego Felipe, mas indireta sim: o Goiás só tinha aquele clarão na frente da defesa por ter se atirado ao ataque depois do prejuízo que ele criou.

Acho que ficou óbvio para qualquer um que tenha assistido o jogo, fosse no Jaconi ou pela tv, que não jogamos bem. Fica a alegria de voltarmos a vencer e de voltarmos a liderar a tabela. Agora são 10 dias para recuperar os lesionados, os caxumbados e testar alternativas.

MATHEUS - chegará o dia que ele passará todos 90 minutos sem nos dar um cagaço em uma tentativa equivocada de sair jogando? Com as mãos foi pouco exigido. Nota: 6

TINGA - antes de se lesionar, eu reclamava aqui de seus absurdos 11 passes errados em média por jogo. Adivinhem quantos foram ontem? Pois é. Ele, obviamente, conhece muito melhor que o Vinicius os posicionamentos e movimentações que um lateral deve realizar. Mas, 11 passes errados e um único cruzamento certo (supostamente certo, afinal estou me referindo ao primeiro gol que nos foi entregue)?! Nota: 5

MICAEL - segue no seu estilo truculência e chutão pro alto, mas ainda seguidamente dando espaços exagerados para os atacantes. Nota:5

RUAN - mais passes e melhores coberturas do que vinha acontecendo nas últimas rodadas. Nota: 6

COLLAÇO - não entendi o motivo, mas parecia nervoso. Fez faltas desnecessárias, inclusive uma que lhe custou um amarelo. Continua sem ir ao ataque cruzar, mas foi melhor na marcação. Nota: 5

FAHEL - foi o jogador regular que lhe é costume. O meio-campo deles é bastante dinâmico e isso ocasionou algumas dificuldades para nosso veterano volante. Mas, foi seguro e até arriscou uns lançamentos de trivela. Nota: 7

LUCAS - não estava em seu normal: errou alguns passes a mais e até perdeu bolas em disputa no corpo-a-corpo (?). Mas se movimentou bastante, ajudando tanto Fahel quanto Wallacer. Tem 10 dias para recuperar o físico. Nota: 6

WALLACER - por que ele continua batendo escanteios? Parece que os times adversários até já dão 2 passos para frente, sabendo que o cruzamento vem curto. Pelo menos se movimentou indo buscar jogo nas laterais do campo, já que pelo meio não fez nada. E ganhou um gol de presente. Nota: 6

JUNINHO - melhorou na recomposição de meio-campo, tendo desarmes importantes. Mas ainda perdeu bolas no ataque. Nota: 5

RAMON - ao contrário do Juninho, busca centralizar um pouco quando está difícil pelo lado, mas peca na finalização. No geral, apenas espamos ofensivos novamente, mas pelo menos não comprometeu defensivamente. Nota: 6

TIAGO MARQUES - pouco acionado, mas na insistência conseguiu achar aquele gol. Espero que aquela comemoração discreta fosse por pena do goleiro deles, e não em tom de despedida. Nota: 6

WESLEY  NATÃ - entrou quando o Goiás já dava mais espaços para nossos atacantes, mas mesmo assim tocou pouco na bola. Pontos pelo toque de calcanhar no 3º gol. Nota:5

DIEGO FELIPE - entrou no seu ritmo de sempre: lento na marcação e perdendo a bola de forma boba. Mas, quando entrou o Wanderson, parece que surgiu um novo jogador. Mais adiantado, não precisa fazer arrancadas "a moda louca" e ainda marcou um golaço. Nota: 7

WANDERSON - entrou para fechar a casinha. Fez isso e não errou passes. Nota:6


DAL POZZO - a vitória veio na sorte e incompetência do adversário. Isto fez com que ele se resumisse a substituições óbvias. O 4-2-3-1 de ontem estava mais seguro pelos lados do que contra o Londrina, mas talvez esteja com prazo de validade vencido, considerando a provável volta de Leílson. Nota: 6


sábado, 24 de junho de 2017

Dal Pozzo resolveu não abrir vantagem na liderança



Dia 08 de Junho de 2003. Juventude enfrenta o Vasco no Jaconi. Aos 14 minutos do segundo tempo, o treinador Marinho Peres coloca o atacante Rafael Ledesma no lugar do Dionattan. Aos 21 minutos, tira o mesmo Rafael Ledesma para colocar Geufer. Esta síncope de burrice do Marinho Peres em 7 minutos foi até hoje a coisa mais estúpida que vi um treinador do Juventude fazer.

Hoje, a decisão do Dal Pozzo de retirar o Tiago Marques chegou perto de superar o caso acima. TM9 tinha dado os passes para os 2 gols, puxava contra-ataques sozinho e ganha no corpo todas bolas em disputa com os zagueiros deles. Mas, como se não bastasse substituir o melhor em campo, ainda colocou um volante em seu lugar. Chamou o time Londrinense para cima e jogou 2 pontos no lixo. Olha, parabéns Dal Pozzo! Marinho Peres deve estar orgulhoso.

MATHEUS - aquela defesa no primeiro tempo no chute do Belusso a queima roupa foi espetacular. Pena que continuo fazendo reposições arriscadas. Não teve culpa nos gols. Nota: 7

VINICIUS - novamente o treinador adversário colocou um atacante habilidoso para jogar em cima dele e, novamente, estava sendo facilmente envolvido. Mesmo que não tivesse machucado, tinha que ter sido substituído. Nota: 3

MICAEL - muita canelada e erros de posicionamento. Confia muito no seu corpanzil para bloquear chutes e por isso dá espaços demais na marcação. Alguns acertos aéreos, mas que não justificarão sua permanência como titular. Nota: 4

RUAN - tradicionalmente se aproveita da sua velocidade para fazer boas coberturas, tanto ao Collaço quanto ao seu companheiro de zaga. Hoje não foi bem nisso. No primeiro gol deles, por exemplo, pensou em sair na cobertura do Collaço e depois desistiu. Acabou no "meio do caminho", nem fechando o cruzamento nem marcando ninguém na área. No segundo gol, situação menos grave, mas bem parecida. Nota: 5

COLLAÇO - vai pouco ao ataque e isto normalmente é perdoado por ser firme defensivamente. Hoje tomamos os 2 gols em cima dele. No segundo, culpa maior do Ramon, mas ainda assim culpado pelo péssimo posicionamento. Nota: 4

FAHEL - voltou a ser o volantão que precisamos. Liberou o Lucas para jogar e tomou controle da frente da área. Nota: 7

LUCAS - também voltou a jogar bem. Boas roubadas e lançamentos. Participativo dos 2 lados do campo. Nota: 7

JUNINHO - não foi tão apagado quanto nas duas rodadas anteriores, mas não voltou ao "normal" ainda. Perde a bola em momentos bobos. Nota: 5

WALLACER - definitivamente voltou a jogar como meia a frente dos 2 volantes, e não alinhado como quando entrou no lugar do Leílson pela primeira vez. Bonito gol, bons passes. Mas sumiu em algumas partes do jogo. Nota: 7

RAMON - participação ofensiva muito parecia a do Wallacer. Também bonito gol, algumas participações. Mas, mantém a mania de olhar o lateral direito adversário sempre a distância. Quando ele "acorda", o lateral já ultrapassou e não há mais tempo de alcançá-lo. Tomamos os 2 gols assim. Nota: 4

TIAGO MARQUES - já falei no início do texto o quanto vinha jogando bem. Mesmo que estivesse cansado, não deveria ter sido substituído. Só de estar em campo borrava os zagueiros deles de medo. Nota: 9

VACARIA - entrou improvisado na lateral direita. Foi até nessa posição que ele foi promovido ao profissional pela primeira vez, anos atrás, então esperava um pouco de mais "noção" de posicionamento. Foi muito melhor que o Vinicius no combate, protegendo bem a direita quando o Londrina atacava por lá. Mas quando atacam do outro lado, é função de um lateral "fechar" a defesa, ou seja, se aproximar do zagueiro e cobrir o segundo pau. Jamais fez isso. Fica um desconto porque vai precisar voltar a se acostumar com a posição, mas precisamos que isso seja rápido. Nota: 5

DIEGO FELIPE - entrou para ajudar na marcação, o que não conseguiu. Tentou puxar contra-ataques, mas acertou em poucos (acho até que o único foi o que gerou a expulsão do Jardel). Nota: 4

CAPRINI - entrou para jogar 10 minutos como centroavante. Que sentido isso faz? Se o time estivesse cheio de posse de bola e com um meia descansado que pudesse lhe fazer lançamentos, talvez funcionasse. Mas, só recebeu balões e não tinha como isso funcionar para todo seu 1,60m. Nota: 4


DAL POZZO - colocou em campo um time com falhas. Vinicius novamente incapaz de marcar um ponteiro, Ramon novamente só fingindo que pode marcar um lateral ofensivo, uma zaga sem saber exatamente quem marcar. Estava sendo salvo por uma tarde espetacular de seu centroavante que de vez em quando gerava boas tramas ofensivas e nos colocou em 2 gols de vantagem. Mesmo que o Tiago precisasse por algum motivo ser substituído, jogou 2 pontos fora quando optou por colocar um volante perdido em seu lugar. Nota: 3

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Índia xavante derruba o invicto, fica o líder.


Acabou o jogo ontem e minha vontade era começar a escrever esse texto para reclamar de tudo e todos. Se tinha um jogo que eu não admitia perder era esse. Mas, ainda bem que não fiz. Hoje mais "centrado", analisando os números e os lances novamente, talvez consiga ser um pouco mais sensato.

Até curioso isso, mas não foi o pior jogo do Juventude nesta série B. Tivemos mais posse, mais finalizações. Foi o jogo que houve mais passes, ou seja, buscamos o toque de bola quando possível. Mas nem por isso foi bom... continuamos errando muitos lançamentos e cruzamentos.

O time foi ainda mais torto do que de costume. Enquanto o lado esquerdo tem troca de passes, mobilidade e certa audácia para o jogo vertical, nosso lado direito foi nulo. Diego Felipe não conseguiu nem de longe fazer o trabalho que o Lucas normalmente faz pela direita e Juninho esteve novamente mal.

E, bem, se a parte ofensiva tinha algumas falhas até certo ponto esperadas considerando os desfalques e ambiente do jogo, a parte defensiva teve falhas que não podiam ter acontecido. No primeiro gol deles, por exemplo, a zaga foi caminhando para trás e dando espaço para que o ponteiro deles fizesse o que bem quisesse. No segundo gol, o posicionamento era tão equivocado que 2 baixinhos (Bruninho e Wallacer) eram os únicos responsáveis por tentar evitar que o zagueiro alto deles cabeceasse pro gol. Já tínhamos sofrido com posicionamento errado no segundo pau no jogo anterior em Belém, e isso voltou a acontecer.

A parte positiva é que continuamos na liderança. A parte coletiva ontem foi falha, e espero que o Dal Pozzo consiga fazer correções, apesar do pouco tempo para treinar. Individualmente também precisam ser feitas observações. Vamos a elas...

MATHEUS - achei ele mal posicionado nos 2 gols. Pulou sem a menor condição de alcançar. Mas, mesmo que estivesse bem posicionado, possível que não alcançasse. Perde mais pontos é porque voltou a forçar lançamentos e errar na saída de bola. Nota: 5

VINICIUS - passou todo primeiro tempo preso na defesa e sem coragem de fazer qualquer coisa ofensiva. Foi o principal culpado pelo 1º gol, caminhando de costas e dando espaços pro ponteiro deles apesar de ter um zagueiro na sobra. Depois disso é que começou a aparecer no ataque, mas errando muitos cruzamentos. Com sua pouca desenvoltura por ser zagueiro de origem, cada vez mais fica parecendo que aquele cruzamento contra o Inter foi só sorte. Nota: 2

DOMINGUES - melhor partida dele pelo Ju. É até bizarro acontecer isso para um zagueiro na partida que o time toma 2 gols e perde a invencibilidade. Mas ontem ele não deixou o centroavante deles jogar e, de toda linha defensiva, foi quem mais tomou iniciativa de sair com a bola. Mas, insisto, continua fazendo lançamentos errados e desnecessários. Nota: 7

RUAN - conforme seu companheiro, foi bem na marcação. Mas, não saiu jogando tanto quanto lhe é costume. Me parece que é quem deveria estar marcando o Camilo no 2º gol deles, mas difícil afirmar. Nota: 6

COLLAÇO - erros de passe e perdas de posse bobas. Vai até o ataque, mas não aproveita algumas chances para cruzar. Até agora estou tentando entender porque não cobrou algumas faltas na frente da área, deixando pro Wallacer. Nota: 5

FAHEL - sem a ajuda do Lucas e Leílson, a bola teve que passar mais por ele. Mais passes, mais erros. Também teve mais dificuldade na marcação, mas também por ter menos ajuda. Nota: 5

DIEGO FELIPE - começou pelo lado direito, sem conseguir pressionar a saída de jogo adversária, nem ajudar o Fahel, nem ajudar na transição ofensiva. Passou pro lado esquerdo, onde até conseguiu alguns roubos de bola, mas foi ainda mais nulo ofensivamente. Nota: 2

WALLACER - muito rodopio, pouca eficiência. Começou pela esquerda, foi centralizando, chegou até ficar um tempo na direita. Sempre participou, mas sem objetividade. Nem parecia o mesmo jogador que deu passes verticais, chutou a gol e deu bons cruzamentos contra o ABC. Ontem foi o mesmo Wallacer da enceradeira e cruzamentos fracos que sempre me irritou. Nota: 4

JUNINHO - idem ao jogo contra o Paysandu. Pouca participação e corretamente substituído. Nota: 3

RAMON - entra em campo acelerado, chama o jogo, dá bom passe. Some pelos próximos 10 minutos escondido atrás do lateral direito. Acorda, aparece no meio pedindo bola, chuta a gol. Some outros 10. E assim segue o jogo inteiro. Supostamente fez nosso gol, e isso é importante. Mas sua posição em campo pede que toque mais na bola, tabele, faça melhores cruzamentos. Nota: 6

TIAGO MARQUES - estava afoito. Perdeu inúmeras posses de bola por tentar um chute ou um drible quando um passe era melhor opção. Centroavante vive de receber melhores bolas do que ele recebeu ontem e pelo menos brigou o quanto pôde. Nota: 5

CAPRINI - finalmente voltou a ser o garoto que não tem medo de finalizar. Agora só falta encaixar os dribles em velocidade. E, se deixarem ele cobrar escanteios, coisa que ele faz muito melhor que o Wallacer, pode brigar para ser titular em breve. Nota: 6

BRUNINHO - não é culpa dele que ele tenha ter que tentar marcar alguém 20 cm mais alto que ele nos escanteios, mas já insisti aqui que não entendo como ele continua no elenco. Conseguiu ser menos pior que o Diego Felipe, afinal isso era quase impossível, mas é lento demais. Não tenta um passe vertical, ultrapassar pela lateral do campo, chegar de elemento surpresa. Nota: 4

JOÃO PAULO - entrou para ajudar na bola aérea ofensiva, mas na única chance que teve tentou um passe pro Tiago Marques que não deu certo. Mas, de novo, não é culpa dele se ninguém faz com que a bola chegue lá na frente. Nota: 5


DAL POZZO - a opção pelo Diego Felipe já está virando teimosia. Colocou ele de titular contra Luverdense e Paysandu e não tinha dado certo, então por que ontem de novo? Se o Wallacer tinha liberdade para se movimentar, criando um 4-2-3-1 na maior parte do tempo, até o Vacaria poderia ser opção para jogar ao lado do Fahel. Gostei da entrada do Caprini no intervalo, já que o Juninho estava mal. Mas o Bruninho também voltou a entrar para nada. Além de tudo isso, o treinador é o grande culpado pelo 2º gol. A marcação do 2º pau nos escanteios já estava asssustando antes, e desta vez custou a invencibilidade. Seguimos líderes, mas é importante ficar de olho: a medida que o campeonato vai avançando, o conhecimento do treinador de seu próprio elenco e como utilizá-lo vai sendo mais importante. Nota: 4

sábado, 17 de junho de 2017

Empate em jogo duro




Jogo difícil, viagem cansativa, time desfalcado, (insira aqui seu clichê para o jogo de hoje).


Blabla a parte, continuamos líderes e invictos. Tivemos chances para vencer, várias para perder. Não achei que Lucas como cabeça-de-área funcionou e me preocupei que um time com 4 zagueiros e outros jogadores altos (Diego Felipe, Wanderson, Tiago Marques) tenha sofrido tanto em escanteios. 

Considerando que, na próxima rodada, temos um clássico regional contra as xavecas da San Francisco gaúcha, é importante aprender com os erros de hoje. Precisamos mais atenção na bola aérea, meio-campo mais participativo, ataque mais objetivo. Em casa temos que voltar a marcação pressão e busca por triangulações.

MATHEUS - que diabos foi aquilo aos 45 do segundo tempo? Não me borrei todo por detalhe. Boas defesas novamente, mas ainda alguns erros em lançamentos. Nota: 6

VINICIUS - natural sua pouca participação ofensiva em um jogo fora de casa, mas poderia ser mais caprichoso nas chances que teve de ir a frente. Chegou a aparecer livre na linha de fundo na metade do 2º tempo e cruzou 20 metros errado. Defensivamente continua sendo razoável, principalmente pela ajuda do Juninho. Nota: 5

DOMINGUES - finalmente uma boa partida da marcação do centroavante adversário, com antecipações e bloqueios. Mas todas tentativas de lançamentos foram erradas. Na bola parada defensiva parece que estava sempre marcando o vácuo. Nota: 5

RUAN - também não se achou nas faltas e escanteios. Não forçou lançamentos, mas Sse ofereceu menos na saída de jogo do que de costume. Nota: 5

MAURICIO - natural que erre tantos passes por não ser lateral, mas também não se impõe fisicamente como seria natural de um zagueiro. Enquanto estivermos com os 2 laterais de ofício machucados, seria interessante verificar se mais ninguém pode ser improvisado ali. Nota: 4

LUCAS - foi recuado para a posição tipicamente do Fahel e não se saiu tão bem, não conseguindo fechar a frente da área. Além disso, parecia receoso (com razão) de deixar a posição para puxar contra-ataques (a única vez foi quando deixou o TM9 na cara do gol). Tornou-se mais participativo depois que Wanderson entrou, mas, como de costume, se envolveu em trocentas discussões e tomou o amarelo que o deixa fora da próxima partida. Nota: 5

DIEGO FELIPE - claramente é um jogador com bom passe, mas não aparece o suficiente para utilizá-lo. Não marcava adiantado o suficiente para bloquear a organização deles, nem recuado o suficiente para ajudar o Lucas na frente da defesa. Nota: 3

LEILSON - ajuda na marcação e erra poucos passes, mas era dele que esperávamos hoje bons lançamentos, toques de qualidade, cadência ou acelerações nas horas certas. Não é que tenha errado muito, mas precisamos de mais inspiração, no mínimo. Nota: 5

JUNINHO - pior partida dele pelo Ju. Nenhuma finalização, nenhum cruzamento, 5 passes errados de 15 tentados. Se entende bem com o Vinicius na defesa, mas os 2 precisam "se procurar" um pouco mais quando tem a bola. Nota: 4

RAMON - aquela típica montanha russa durante a partida. Em poucos minutos muda do cara que chama o jogo e chuta a gol para o cara que se esconde na ponta e erra passes bobos. Ainda continua dando "migués" não acompanhando o lateral adversário e mesmo assim cansa e some no segundo tempo. Nota: 4

TIAGO MARQUES - teve a chance mais clara do Ju no jogo. Por que chutar de esquerda mesmo estando livre e podendo ajeitar para o pé bom??? Ainda tentou uma vez em chute de média distância e outra de cabeça, mas não teve sorte. Nota: 5

WANDERSON - entrou para ajudar o Lucas fazendo o "papel de Fahel". Não tem a mesma dinâmica do titular, mas fez bom papel. Nota: 6

WALLACER - entrou para fechar o lado do campo, alguns minutos para direita e depois pela esquerda. Errou na marcação dos 2 lados, tomando até dribles ridículos. Quando teve a bola, não errou, mas optou por passes simples. Nota: 5

CAPRINI - entrou bem no final para tentar puxar algum contra-ataque em velocidade. Só teve uma chance e executou de forma péssima, tentando cruzar mesmo estando sozinho no ataque. Nota: 3


DAL POZZO - colocou Diego Felipe na posição típica do Lucas, alinhado com o Leílson e desenhando um 4-1-4-1. Problema hoje foi que o Lucas não se achou na "posição 1" e o Diego Felipe menos ainda na linha de 4. Um 4-2-3-1 com Lucas e Diego de volantes talvez deixasse esses 2 mais a vontade, e o Leílson mais livre para organizar os ataques, como aconteceu contra o Inter também nesse esquema. Me parece que a opção de recuar o Leílson é porque assim os buracos deixados pelo Ramon (que nem sempre compõe o meio-campo com disposição) são cobertos pelo Leílson. Será que sacrificar o Leílson pelos poucos lampejos do Ramon valem a pena? Considerando que empatar fora de casa é um bom resultado, vou assumir que nosso técnico não errou. Mas, se tivesse repensado o esquema, talvez obtivesse mais acertos. Nota: 6

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Wallacer fez coisinha em 45 minutos


Nunca fui fã do Wallacer (nem de seu penteado pega-rapaz). Qualquer pessoa que me conhece sabe disso. Sempre achei que ele tem várias características falhas para ser um meia-atacante: passa bastante tempo escondido, não consegue jogar de costas e faz cruzamentos fracos. Inclusive, várias vezes defendi que ele deveria ser treinado para jogar mais atrás, possivelmente como 2º ou 3º homem de meio-campo.

Pois, parece que o "professor" Dal Pozzo concorda um pouco comigo. Depois de entrar em alguns jogos como meia-atacante ou ponta, ontem o colocou na posição do Leílson (3º homem, por vezes 2º). E ali o Wallacer não precisou sofrer com volantes baforando no seu cangote. Pôde jogar de frente para o crime, dando possibilidades de errar menos passes (ainda errou alguns bobos) e aparecer no ataque como elemento surpresa.

Não sei se a ideia original era de fato alinhar o Wallacer com o Lucas e fazer o 4-1-4-1 que se desenhou ao longo de todo jogo. A escalação oficial desenhava o Wallacer a frente, em 4-2-3-1, mas isso não aconteceu. É possível, até, que o gol logo de cara tenha feito com que o time "se ajustasse". Seja proposital ou não, voltamos a ter um "tripé" centralizado (Fahel, Lucas e Wallacer) que controlou o jogo. Ramon e Juninho tiveram movimentação muito boa e fizeram com que os laterais nem precisassem passar do meio-campo. Vamos as notas...

MATHEUS - ótimas defesas quando exigido. Só gostaria que tivesse mais calma na saída de bola quando estamos na frente do placar, pois fez lançamentos perigosos desnecessários. Nota: 8

VINICIUS - feijão com arroz de sempre. Não foi a frente porque não precisou e ajudou o Domingues atrás. No 1º tempo chegou a ser envolvido pelo ataque deles por estar mal posicionado, mas foi se corrigindo ao longo da partida. Nota: 6

DOMINGUES - ainda não entendo porque tenta tantos lançamentos se sabemos que vai errar boa parte. Apesar de ter sido envolvido em jogadas por baixo, está mais seguro por cima e se posicionando melhor. Nota: 6

RUAN - salvou com o joelho uma grande chance deles quando estava 2x0. Não erra passes e exagera menos nos lançamentos que seu companheiro de zaga. Nota: 7

COLLAÇO - se o juiz fosse um pouco menos pior, poderia ter expulsado ele quando só vencíamos por 1 e ele resolveu dar um coice no meia deles. Noite nada inspirada no geral. Nota: 4

FAHEL - toda qualidade e tranquilidade de quem sabe ser cabeça de área. Faz aquele "jogo sujo" que não aparece para a torcida, mas mantém o time engrenado. Nota: 8

LUCAS - ajuda o Fahel fechando a frente da área, ajuda o Vinícius se tem pressão do lado, aparece para tabelar com o Juninho no ataque. Não é sempre que ele está com a cabeça no lugar e consegue fazer tudo isso. Mas ontem estava. Linda assistência no 3º gol. Nota: 8

WALLACER - linda assistência no 1º gol; golaço logo depois. Sumiu no segundo tempo, mas ainda considero que foi o melhor do time. Se estiver disposto a aprender (ser um pouco menos afoito na marcação, mais preciso nas viradas de bola, etc), descobriu em que posição pode entrar no time. Na minha opinião, Leilson ainda é titular. Mas Wallacer pode se tornar uma boa opção para esta posição, principalmente nos jogos em casa. Nota: 9

JUNINHO - errou um pouquinho mais do que de costume. Mas, ao natural, manteve-se dinâmico em campo e fez seu papel tático. Nota: 6

RAMON - 1º gol com a camisa do maior do interior. Não ficou fixo do lado e isto é fundamental para um bom atacante. Voltou a me preocupar com alguns "migués" na marcação, mas continua evoluindo. Nota: 7

TIAGO MARQUES - não importando se está impedindo ou não, vai lá e coloca na rede. Nota: 7

MAURICIO - entrou para ajudar o Ruan a passar o cadeado no lado esquerdo da defesa. Não inventou e isso é importante para quem atua improvisado. Nota: 6

CAPRINI - voltou a errar passes e perder a posse de bola em momentos bobos. Nota: 4

JOAO PAULO - não teve chances de fazer nada, infelizmente, mas não por culpa sua. Nota: 5


DAL POZZO - só por ter escolhido o Wallacer para o lugar do Leilson, e não o Bruninho, já ganhou pontos extras. Também fez boa opção pelo Maurício no segundo tempo, formando praticamente uma linha de 4 zagueiros, muito firme e bem agrupada. Ainda considero importante a entrada do João Paulo: não era necessária, mas é importante manter jogadores como ele, que podem ser importantes ao longo do campeonato, motivados. Pontos a serem melhorados: 1) quando o Caprini entra no lugar do Ramon, por favor passe o Juninho para a esquerda e o Caprini para a direita, pois ambos rendem melhor assim; 2) mande o Domingues parar de lançar. Nota: 8

sábado, 10 de junho de 2017

Segue o líder, Vivi!



Ele, Radamés: volante e meia com passagem pelo Juventude em 2006, atualmente reserva do Boa. Ela, Viviane Araújo: atriz e modelo sem passagem pelo Juventude, apenas Boa.

O Juventude venceu o Boa em seus próprios domínios, mas é ele que será consolado hoje a noite. O mundo é injusto...

Mas, a vitória foi justa. Quando liguei a TV e vi aquele time jogando com um uniforme comprado no Mariani, com distintivos colados, sem material esportivo ou patrocínio, fiquei com medo. O Juventude tem dificuldades em vencer times ruins, tipo aquele semi-amador da região do cemitério. Mas, no geral, controlamos bem a partida.

MATHEUS - segurança resume tudo. Nota: 7

VINICIUS - dá ainda mais poderio a nossa já forte bola aérea. Nas poucas vezes que vai a frente, mostra bons cruzamentos e, por isso, poderia ir mais. Precisa errar menos passes para se consolidar como lateral. Nota: 5

DOMINGUES - melhor partida dele pelo Ju. Ainda erra muitos passes, é afobado, etc etc. Mas nos salvou naquele cagacinho pelos 15 de jogo e também apareceu no ataque. Nota: 6

RUAN - também tem errado, mas menos que o Domingues. Fez o primeiro gol. Nota: 7

COLLAÇO - quando vai na frente, faz triangulações interessantes com Leilson e Ramon. Mas não vai tanto. Está ficando mais seguro atrás. Nota: 6

FAHEL - aparece pouco, mas é fundamental pros jogos fora. Passa o cadeado na frente da zaga e ali nada acontece. Faz coberturas e erra poucos passes. Nota: 7

LUCAS - tem estado mais tímido para ir ao ataque, mas bem na proteção. Nota: 5

LEILSON - voltou a ter posicionamento alinhado com o Lucas. Roubou algumas bolas, se projetou um pouco mais a frente, cansou. Quase fez um golaço de falta, mas sabemos que podia ser mais participativo em alguns momentos do jogo. Nota: 6

JUNINHO - se do lado esquerdo ocorriam triangulações Collaço - Leilson - Ramon, do lado direito Juninho brigou praticamente sozinho. Recebeu vários lançamentos errados. É insistente, mas sinto falta de sua colaboração mais centralizado. Nota: 6

RAMON - uma boa finalização no primeiro tempo. Depois faltou audácia. Tem chute forte mas arrisca pouco. Tem melhorado na questão tática. Nota: 6

TM9 - importante no jogo todo. Fosse recebendo de costas e segurando a bola até que alguém encostasse, ou fosse recebendo de frente e acelerando o jogo, coordenou o nosso ataque. Foi premiado com mais um gol. Nota: 8

BRUNINHO - teve que entrar porque o Leilson cansou e não conseguia mais marcar e armar com velocidade. O Bruninho descansado é mais lento que o Leilson cansado. Pelo menos ajudou a fechar a defesa no final do jogo. Nota: 4

WALLACER - viu uma brecha nas costas do lateral esquerdo dele e apareceu de surpresa. Dominou e deu um belo passe pro TM9 marcar. Acho que foi a única vez que tocou na bola nos 11 minutos em campo. Vai ser o suficiente para garantir uma boa nota. Nota: 7

CAPRINI - arrancou pela esquerda velozmente, como de costume, e enxergou o Wallacer livre do outro lado. Ótimo passe. Suficiente para 8 minutos em campo. Nota: 7


DAL POZZO - voltou a recuar o Leilson para formar dupla com o Lucas a frente do Fahel e isto tem dado muita segurança a nossa retaguarda. Como os laterais deles pouco apoiavam, Juninho e Ramon marcavam mais a frente, formando hoje um 4-3-3. Na prática, desenho muito parecido com o 4-1-4-1 que muitas vezes tem sido usado, apenas com marcação um pouco mais adiantada. Isto dificultou muito a vida dos donos da casa e tivemos o controle da partida. Seguimos líderes, invictos, evoluindo. Com exceção da entrada do Bruninho, treinador teve bom papel hoje. Nota: 7

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Liderança, invencibilidade e jogo feio

Como todos sabem, a Polícia Federal enviou um questionário ao presidente Temer sobre a situação atual da nação. Tive, oportunamente, acesso às respostas. Copio abaixo alguns trechos:

PF: Vossa Excelência pode informar quando a SER Caxias estreia no Campeonato Brasileiro 2017?
Temer: Não irá acontecer enquanto eu for o mandatário desta nação.

PF: Vossa Excelência pode informar se o EC Juventude um dia fará gol que não seja de bola aérea?
Temer: Estou ciente da preocupação da população quanto a isso e trabalharemos em prol de atingir este objetivo.

PF: Vossa Excelência considera justo que o EC Juventude seja neste momento o líder da Série B?
Temer: É o único invicto entre todos os times. Portanto, líder com justiça.


Quem sou eu para discordar de Vossa Excelência? De qualquer forma, ontem assumimos a liderança em um jogo mais feio que tombo com as mãos no bolso. Novamente variando entre 4-2-3-1 e 4-1-4-1, tivemos enormes dificuldades para colocar a bola no chão. Muito jogo vertical, aceleração pelas laterais do campo, mas pouquíssimo controle do jogo.

Para mim era óbvio que ontem a motivação seria menor, já que enfrentar os colorados sempre resulta em mais garra. Mas, o time também sofreu um pouco com o cansaço. Isso reflete a queda nas notas abaixo.

MATHEUS - ainda bem que fizemos aquela vaquinha para comprar as travas altas. Não foi quase exigido, mas teve controle da situação. Nota: 7

TINGA - 45 minutos em campo e 7 passes errados. Nem preciso dizer mais nada. Nota: 3

DOMINGUES - mas que finta aquela no 1º tempo, hein?! Mas que cagada que tava fazendo, hein?! Continua sendo o pior do time. Nota: 3

RUAN - mesmo com algumas cagadas, vide aquele quase gol contra, ainda é o ponto mais seguro da zaga. Nota: 5

COLLAÇO - foi muito mais tímido para chegar ao ataque e exagerou na força dos cruzamentos. Nota: 5

FAHEL - achei que podia ter sido substituído. Fez primeiro tempo razoável, mas não tinha grande função no 2º. Não tem saúde para correr os 90 e, ainda por cima, Criciuma não povoava a região que ele marca. Nota: 6

LUCAS - foi a maior queda de rendimento. Tentou buscar jogo no 1º tempo, mas não fez nada muito criativo. Cansou no 2º. Voltou a tomar cartão idiota. Nota: 5

LEILSON - muito parecido ao Lucas.  Não tomou o cartão idiota, mas foi sumindo ao longo do jogo. Nota: 5

JUNINHO - faltou procurar um pouco mais o centro, mas continua brigando pelo lado. Não brilhou. Nota: 6

RAMON - foi o melhor do time. Teve coragem para finalizar e driblar. Só faltou caprichar um pouco mais nos cruzamentos. Nota: 8

TIAGO MARQUES - só teve uma chance de cabeça. Foi bem marcado e por isso poderia ter procurado um pouco mais os lados. Nota: 5

VINICIUS - fez o gol da vitória, e isso foi fundamental. Por ser originalmente zagueiro, sua principal contribuição é dar mais segurança ao Domingues. Curiosamente é até mais corajoso para ir a frente, mas errou tantos passes quanto o Tinga. Nota: 7

BRUNINHO - não sei porque esse cara ainda faz parte do elenco. Não vejo como ele pode ser útil. Se ele teve que entrar porque outro volante pegou caxumba, imagino o que teremos que aguentar se alguém tiver clamídia. Nota: 3

WALLACER - entrou e bateu o escanteio do gol. E só. Nota: 5


DAL POZZO - faltou culhões para fazer substituições mais ousadas. Foi lateral por lateral, volante por volante, meia por meia. Se o gramado molhado só nos permitia insistir nos cruzamentos, por que não colocar o João Paulo para ajudar o Tiago Marques na área? Ou por que não tirar Lucas ou Leílson mais cedo e colocar alguém (talvez Caprini ou o próprio Wallacer) pelos lados que ajudasse Ramon e Juninho e permitisse cruzamentos melhores? De qualquer modo, se continuarmos vencendo em casa apesar do jogo feio, que continue sem culhões. Nota: 6

domingo, 4 de junho de 2017

Ontem o aterro estava mais verde

Que bela festa fez a papada ontem no Bergamotão! Empate com gostinho de vitória, com gostinho de quero mais, de podemos mais.

Chega a ser ridículo que os mandantes do futebol nacional permitam que dois clubes que disputam uma mesma competição tenham valores monetários a receber tão diferentes (clique aqui para saber mais). Aquele sujeito de vermelho que fez o gol deles, por exemplo, custou mais do que todo plantel Juventudista somado receberá durante esta temporada.

Mas, ainda bem, futebol é muito mais que dinheiro. Futebol também é feito de determinação tática, individualidades técnicas e garra.

Se não vinha faltando garra nos jogos anteriores, ontem nosso time alviverde entrou naquele campo no aterro do Guaíba disposto a elevar também seu poderio tático e técnico.

Quanto a tática, jogamos todo primeiro tempo acertadamente no 4-2-3-1. Com o recuo do Lucas para o lado do Fahel, povoamos muito a frente da nossa área e impedíamos qualquer avanço deles. Ainda, permitia que Leílson jogasse mais solto.

No intervalo houve a grande falha tática. Caprini marcou de perto o lateral esquerdo deles (Carlinhos) durante toda primeira etapa, e impedia que o nosso lateral direito improvisado Vinicius fosse pressionado. Mas, quando Ramon entrou no lugar de Caprini, abriu-se um corredor naquele lado de campo. E em 2 minutos os vermelhinhos conseguiram se aproveitar disso. Esse único erro foi corrigido quando Ramon e Juninho trocaram de lado na metade do segundo tempo, e voltamos a ter todo controle tático da partida (um pouco ainda em 4-2-3-1, depois 4-1-4-1).

Quanto as avaliações técnicas, faço-as individualmente, como de costume:

MATHEUS - não teve culpa no gol. Mostrou segurança e coragem para sair de baixo das traves e segurar firme os chuveirinhos adversários. Nota: 7

VINICIUS - considerando que o titular Tinga erra 11 passes por jogo e ele só errou 5, perdoamos alguns equívocos seus. Na maioria parte do jogo, fez o feijão com arroz que todo jogador improvisado deve fazer. Aí resolveu colocar bacon no feijão quando cruzou na medida para o ™9. Nota: 7

DOMINGUES - com a frente da defesa mais povoada, acabou menos exigido. Está melhorando no jogo aéreo, mas continua péssimo nas coberturas e errando muitos lançamentos. No gol deles inovou tentando retirar a bola do adversários de costas! Sinceramente, parece que só melhorou quando foi improvisado como lateral. Nota: 4

RUAN -  precisa ser menos afoito apenas, pois sai no combate as vezes e deixa um clarão na defesa (que seu companheiro de zaga não tem noção de como cobrir). Além do gol, a única chance de gol dos vermelhos ontem ocorreu em um lance assim. Mas, sem dúvidas, é nosso melhor zagueiro. É quem menos erra passes ou lançamentos na saída de bola e tem melhor noção de coberturas atrás. Nota: 7

COLLAÇO - como eu tinha dito no último texto, precisava ser menos sono se almejasse tirar o Pará do time. No primeiro tempo não foi: fez faltas idiotas e  errou passes. Sua única boa contribuição foi o quase gol de falta. Mas, acordou no segundo tempo. Foi menos afobado marcando e fez bons cruzamentos quando foi a frente. Nota: 6

FAHEL - Voltou a ser mais combativo, sem ser violento. Faltas apenas as necessárias. Participou um pouco mais do jogo (até tentou chutar a gol!), mas ainda sinto falta de sua contribuição junto aos zagueiros na saída de trás. Nota: 5

LUCAS - jogo importante e ele não toma cartão? Temos um milagre! Na verdade, ele até merecia ter tomado, mas sorte que o juiz estava de costas. Fora isso, fez ótima partida. Cobria espaços importantes e foi quem mais se ofereceu para sair jogando. Quando foi fixado como primeiro volante, controlou a meia cancha. Acelerava quando necessário, cadenciava quando não. Nota: 9

LEILSON - como já dito antes, jogou parte do jogo um pouco mais a frente. E, no 1º tempo, era a esperança de "jogadas diferentes" quando a bola chegava nele. Foi assim, por exemplo, que quase marcamos logo no início. Mas, até que a bola chegasse nele, as vezes parecia um pouco perdido, sem saber quem marcar ou para onde correr. Buscou jogo mais atrás no 2º tempo e, mesmo sem brilhantismo, foi eficiente. Nota: 7

CAPRINI - achei que estava fazendo sua melhor partida do ano. Extremamente voluntarioso na recomposição, impedia que qualquer coisa ofensiva vermelha acontecesse do seu lado de campo. E, no ataque, encheu as cuecas deles quando teve a chance. Acho que foi substituído porque perdeu algumas bolas bobas no meio-campo, como de costume. Mas, mostrou evolução. Nota: 6

JUNINHO - assim como o Lucas, ótima partida! Foi incansável na marcação, um pouco pela esquerda, um pouco pela direita. Quando não encontrava chances de jogar pelo lado, se movimentava pelo centro e chamava o jogo para si. Cumpre o que o "professor" pede taticamente, e sempre quer algo a mais tecnicamente. Leva o motorádio para casa! Nota: 9

TIAGO MARQUES - novamente, gol de quem saber cabecear! Voltou também a procurar jogo pelos lados quando o meio congestionava. E quase deu um gol de presente para o Ramon. Nota: 8

RAMON - na minha humilde opinião, foi o grande culpado pelo gol que tomamos. Deu o "migué" e não acompanhou o lateral deles. Mas, a partir do momento que passou para a esquerda, ficou com menos obrigações defensivas e foi também mais eficiente no ataque. Uma pena que aquele totozinho de canhota não entrou. Nota:7

DIEGO FELIPE - foi bastante importante para ajudar o Lucas na saída, mas ainda não demonstra a mesma movimentação que tinha quando volante de times catarinas. Pode e precisa evoluir. Nota: 5

MICAEL - entrou no final e fez o que tinha que fazer. Nota: 6


DAL POZZO - a linha de 4 atrás, de maneira geral, precisa ser melhor treinada. Laterais participando pouco da saída de bola, algumas coberturas equivocadas. O caminho pela frente é longo e difícil, então precisamos estar preparados. Mas, independente destas falhas, fez com que o Juventude tivesse boa atuação ontem. Como eu já mencionei, ele teve mais acertos do que erros táticos. Seu grande erro, aliás, foi a substituição do intervalo, que exigia que o Juninho trocasse de lado já que era óbvio que Ramon não conseguiria acompanhar o lateral deles. Quando fez esta mudança, já era tarde. Mas, continuamos invictos e podíamos ter vencido o time mais rico do campeonato em sua própria casa. Nota: 8