quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Lucas, o Louco



Maria I, rainha de Portugal, ficou conhecida como "a Louca" após transtornos psiquiátricos graves resultantes de decisões suas e mortes na família. Teve, inclusive, que passar o trono para seu filho João VI. 

Mas, diz a lenda que quando Napoleão resolveu invadir a terrinha e toda família real se encagaçou, ela era a única sensata que bradava "Não corram, vão pensar que estamos a fugir" quando todos se mandavam para o Brasil de madrugada para que o povo lusitano não soubessem da escapa na surdina.

Pois, diz outra lenda que, ontem na terra do carvão catarinense, Lucas virou para Dal Pozzo na hora do café da tarde no hotel e bradou "Pode escalar quem tu quiseres, pois hoje eu resolvo." E Dal Pozzo resolveu escalar Domingues na zaga mais uma vez, só para dificultar a tarefa.

Mas, Lucas não se deixou abater. Logo a 1 minuto de jogo, pegou a bola na intermediária,. arrancou verticalmente e deu lindo lançamento para João Paulo. O centroavante não conseguiu concluir, assim como Leilson desperdiçou o rebote sem goleiro.

Aos 10, novamente mostrou do que tinha falado no café. Depois de boa jogada de Wesley Natã pela esquerda, chegou estourando e fez com que a bola estufasse a rede adversária bem no cantinho. Um a zero e tempo para recarregar as energias: resto do primeiro tempo recuado, sem pressão, apenas tentando puxar contra-ataques. Mas, para lembrar porque é conhecido como "o Louco", aos 45 resolveu dar uma botinada sem bola em um adversário e garantir seu cartão amarelo da noite.

No vestiário, durante o intervalo, tomou dois copos de café preto "para dar uma energizada". E, logo a 1 minuto da segunda etapa, nova arrancada pelo meio... ajeita para cá, dá um corte no mané que se coloca a sua frente, enquadra o corpo para canhota, chute no cantinho... a trave não deixou novo golaço de fora da área.

Era tempo de recuar novamente, pois o time catarinense colocava meias e atacantes povoando sua região de marcação. Sem poder distribuir mais botinadas em razão da tola lei da FIFA que não permite que um jogador permaneça em campo depois de tomar 2 amarelos, ficou um tempo meio perdido, sem saber bem como agir. E, neste momento, a praga de Dal Pozzo surtiu efeito... gol contra do nosso incapacitado zagueiro central.

Dal Pozzo resolveu, então, ajudar um pouco. Quando Mateus Santana entrou para ajudar na marcação, alguns jogadores dizem ter escutado Lucas gritando "Ô grandão, ajuda um pouco aqui atrás que eu resolvo lá na frente.". E, pouco mais de 10 minutos depois deste grito, a profecia se cumpriu. Lucas apareceu na meia esquerda, onde supostamente deveria estar o grandão, e de pé trocado colocou novamente no cantinho do goleiro adversário para definir o placar.

Dizem também alguns jogadores que depois disso ele até gritou "Grandão, pode ir te divertir lá na frente um pouco agora". E Mateus foi, obedecendo o rei da noite. E foi tanto que acabou errando dois gols, um até sem goleiro de dentro da pequena área. Mas, nem vamos estragar esta história com estas cagadas homéricas. Vencemos, voltamos ao G4, vamos as notas...

MATHEUS - não teve culpa do gol e fez defesas seguras, mas achei novamente lento para sair de baixo das traves em lances importantes. Nota: 6

VIDAL - ligeiramente mais seguro atrás, mas só lembro de uma subida no apoio que não resultou em bom cruzamento. 3 desarmes, 5 erros de passe em 20 tentados. Nota: 5

DOMINGUES - um gol contra e muita dificuldade para marcar um centroavante
que já foi dispensado pelo time grená da cidade. Nota: 1

MICAEL - com certeza mais confiante depois do Juvenal e errando menos. Nota: 6

PARA - bem mais participativo que Vidal. Nota: 7

FAHEL - primeiro tempo estranho, com perdas de posse que poderiam ter comprometido. Melhorou no segundo tempo, mais recuado e salvando o Domingues ajudando muito na bola aérea defensiva. Nota: 6

LUCAS - sua atuação já foi narrada. Não leva 10 pela dificuldade de marcação em parte do segundo tempo e pelo óbvio amarelo bobo. Nota: 9

LEILSON - muito preso no lado do campo e não tem tentado nada "diferente". Nota: 4

YAGO - sumido quase todo primeiro tempo, desperdiçou 2 contra-ataques que fomeou em vez de lançar João Paulo livre. No segundo tempo novas chances desperdiçadas, uma não lançamento Caprini e duas bizarras: sofreu penalti, não caiu e ainda perdeu gol na cara. Participou bastante no segundo tempo e uma dessas jogadas bizarras acabou resultando no segundo gol do Lucas, mas aquele "faro de gol" parece que não existe. Nota: 4

WESLEY - ótimo primeiro tempo, como meia-atacante. Novamente se oferecendo para jogar o tempo todo, fez ótima jogada que resultou no primeiro gol. Foi se movimentando menos no segundo tempo, sendo melhor marcado e sumindo. Quando adiantado para centroavante, sumiu completamente. Leva nota razoável pelo primeiro tempo. Nota: 7

JOAO PAULO - contei pelo menos 3 vezes que ele fugiu da marcação, fez a diagonal para receber na frente e não foi lançado. Desse jeito fica difícil, mas não é culpa sua. Nota: 5

MATEUS SANTANA - ajudou a melhorar a marcação, principalmente por cima, mas errou gols feitos no final do jogo. Também precisa se oferecer mais na saída de trás. Nota: 4

CAPRINI - entrou, tentou ficar com a bola, correu pelas pontas e fez cruzamentos sem olhar como sempre. Na única vez que olhou para área, encontrou Mateus livre para marcar e ele desperdiçou. Nota: 5

MAURICIO - sem nota.


DAL POZZO - parece ter encontrado um jeito de fazer o Wesley Natã jogar, um pouco como meia e um pouco como atacante, variando de 4-4-2 para 4-2-3-1 e fazendo com que finalmente o time consiga ter a bola dominada por mais que 15 segundos. Mas, voltou para o 4-1-4-1 "de confiança" no segundo tempo quando a pressão aumentou. E, apesar de em qualquer esquema sempre posicionar meias abertos, não consegue fazer pressão de forma a evitar que bolas sejam alçadas na nossa área com frequência. A cada jogo menos balões: ponto positivo. A cada jogo menos pressão na marcação: ponto negativo. Nota: 6


Obs.: todas as fontes consultadas para escrever a primeira parte deste texto são EXTREMAMENTE NÃO CONFIÁVEIS.

domingo, 10 de setembro de 2017

Robocop alviverde e suas armas secretas

Micael comemora gol homenageando seus próprios balões.


São três Juvenais no ano com 2 vitórias alviverdes e 1 empate. Em Juvenal, Murphy vira Robocop. Desde a estreia do Dal Pozzo em um clássico destes, foram três jogos com três esquemas táticos diferentes e sempre a sensação de alívio para a torcida. Aquele alivio de "o pior já passou e estamos tomando fôlego para subir de novo". 

No Gauchão, as coisas estavam ruins. Robocop estreou, venceu os colorados e marcou pontos fundamentais para a classificação. Na 4ª rodada da série B, os resultados vinham mas o futebol não empolgava. Dominamos os vermelhos em seu território. Chegamos à 23ª rodada com futebol definhando a cada jogo e, novamente, saímos por cima. Sem domínio, sem brilhantismo, apenas na eficiência que se espera de um time disposto a combater o crime lutar.

E não adianta reclamar... teremos que aguentar o Robocop até o final da série B. Ele manda a campo times que parecem que não treinaram juntos. Ninguém se aproxima para tabelar, os meias não saem das pontas, os laterais quase não ultrapassam, a defesa as vezes parece que não sabe como marcar. Mas aí, do nada, o treinador tira um coelho da cartola, uma arma secreta: um WESLEY NATÃ transvertido, um meia-atacante que se movimenta por todos lugares e faz o time funcionar.

E por estas substituições que alteram o time completamente é que o Dal Pozzo vai ficando. Desde a primeira rodada, quando uma das substituiçiões foi tirando o próprio Wesley do time para ganhar o jogo contra o Luverdense, ele nos dá esperanças. Todo mundo sabe que nem sempre ele é capaz de corrigir seus erros, ainda mais com o elenco limitado que temos.... mas vai alcançar a tal meta de 45 pontos com sobras e, talvez, incomodar os de cima da tabela um pouco mais.

MATHEUS - importantes defesas. Teve azar no gol sofrido, pois apesar de ter fechado bem o ângulo, sofreu com a sorte do adversário. Puxou alguns ótimos contra-ataques com lançamentos longos, exagerou em outros. Demorou para criar culhões para sair debaixo das traves nos insistentes chuveirinhos colorados, mas foi seguro quando criou. Nota: 7

VIDAL - dificuldades defensivas. Com medo de sair da linha de 4 defensiva, passa muito tempo pedindo para Juninho e Lucas se aproximarem e marcarem na intermediária. Mas, quando a bola é lançada no seu setor defensivo, ele está desatento para cobrir espaços, como no gol sofrido. Sempre digo e, vou repetir, pelo menos não erra na saída de bola como o antigo titular Tinga. E, ainda por cima, tem enorme velocidade para aparecer na frente quase que de surpresa e depois voltar marcando. Deveria explorar mais isso. Nota: 5

DOMINGUES - é o ponto mais fraco da defesa. Desde o início do campeonato eu reclamo que ele marca mal e erra demais na saída de bola. Ganha um "ar de segurança" quando tem um lateral defensivo ao seu lado (como nos tempos que Vinicius ali esteve, ou mesmo Tinga quando fica mais preso). Mas, com a volta do Vidal, todas suas dificuldades de posicionamento e coberturas ficam escancaradas. Nota: 5

MICAEL - há 10 dias, parecia que sumiria no time. Mas aí Ruan foi vendido, Mauricio não foi bem nos treinos e ele mostrou que pode ser uma boa arma. Deu seus balõezinhos como sempre, temos que mencionar. Mas, todo senso de cobertura que Domingues não teve pela direita, Micael deu aula pela esquerda. Ficou muito mais na sobra do que no combate, mas marcou em cima também quando preciso. Primeiro gol marcado com a camisa alviverde para coroar esta boa atuação. Nota: 8

PARA - se considerarmos que ele não jogava há meses, foi ótima atuação. Se analisarmos com detalhes, houveram erros de lançamentos, pouco apoio e algumas falhas na marcação dos ponteiros que por seu lado atuaram. Mas, cobrou faltas, escanteios e fechou seu lado defensivo quando a pressão aumentou. Nota: 6

FAHEL - se compararmos ao Fahel de outras fases desta competição, que errava no máximo 1 passe por jogo, foi uma partida mediana. Mas, errar 3 passes de 34 tentados, ainda é muito bom. Ainda mais que está posicionado um pouco mais a frente do que em outros esquemas. Maior parte do tempo era responsável por marcar o Edenilson individualmente e fez isto muito bem. Nota: 7

LUCAS - normalmente se espera que, mesmo alinhado com Fahel, parta dele a iniciativa de se oferecer mais na saída, mas isso não ocorre. Em números por exemplo: só executou 22 (errou 2), 12 a menos que seu parceiro. Ainda perdeu a bola 7 vezes. Da mesma forma que Fahel estava no Edenilson, era para ele marcar Gutierrez em cima, mas sofreu com isso. Ainda é nosso melhor segundo volante, mas não tão melhor quanto já foi. Nota: 4

JUNINHO - tanto na direita quanto esquerda, teve apenas espasmos de participação. No geral, fica fixo na ponta, não abrindo espaço para ultrapassagem dos laterais nem ajudando em tabelas pelo meio. Erra passes, perde a bola e chegou atrasado na recomposição ofensiva muitas vezes. Fiquei até surpreso de ele não ter sido o escolhido para entrada do Yago. Nota: 3

LEILSON - na minha opinião, atuava melhor que o Juninho em todos os aspectos. Sem nenhum brilhantismo, mas era mais consciente de suas funções. Nota: 5

RAMON - claramente é melhor como segundo atacante centralizado do que era como ponteiro, pois faz bem o "facão" no espaço entre zagueiros e laterais. Ainda precisa se oferecer um pouco mais para o jogo, principalmente no espaço entre meio-campo e defesa adversários, mas vinha tendo boa atuação até se machucar. Nota: 6

JOÃO PAULO - brigou o quanto pode. Deu algumas "casquinhas" em balões, cavou faltas, prendeu os zagueiros. Claramente cansou no segundo tempo, mas na minha opinião ainda é a melhor opção para substituir o TM9. Mantenha-se Caions, Mamutes e cia no banco. Nota: 6

WESLEY NATÃ - como já dito, foi a arma secreta da vez. Talvez o Dal Pozzo pensasse em utilizá-lo na vaga do João Paulo (já cansado), mas, com a lesão do Ramon, entrou mais solto e chamou o jogo para si. Fazendo vezes de atacante e vezes de meia, pressionou a saída de bola deles, puxou contra-ataques e se ofereceu para jogar nos dois lados do campo. Não sei o que ocasionou esta total mudança em seu futebol ontem, mas que a fase continue. Nota: 9

YAGO - primeiro gol como profissional em um jogo desta importância. Nem precisaria dizer mais nada, mas estou gostando desta capacidade que ele tem de fazer a diagonal direita-centro com o pé-trocado. É jovem e não me parece pronto para ser titular, mas pode se tornar boa opção para segundo tempo. Nota: 8

MATEUS SANTANA - entrou para fechar a casinha. Nota: 5


DAL POZZO - repito um pouco do que já falei sobre o Robocop lá no início. Continuo não gostando da rigidez de seus times escalados, com pouca aproximação, zero movimentação e muita bola longa. Mas, novamente, alterou a postura com substituições. Venceu o "primo rico da capital" novamente e alcançou pontuação de G4: deste jeito, não tem como ficar abaixo da média. Nota: 7

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Quantos pontos faltam?



Como não tenho competência para uma análise tática/técnica do jogo diante do Vila Nova, na sexta-feira a noite, e levando em consideração que o time alviverde não apresentou nada diferente dos últimos jogos: pouca movimentação, ligação direta e o Tiago Marques que se vire, não vou realizar aqui a já tradicional distribuição de notas que o Pablo vem apresentando no blog. Sendo assim o Capini não ganhará nota maior que os demais esta semana.

O que proponho hoje é discutirmos quais as reais possibilidades do Juventude nesta série B. E já peço de antemão a ajuda dos leitores nos nossos comentários.

O discurso que a direção do clube adotou desde o início do campeonato, de pés no chão e luta pela permanência na série b, já vem sendo combatido pelos torcedores há algumas rodadas. O início arrasador, com a liderança do campeonato em quase todo o primeiro turno, e o baixo nível técnico da competição, permitem que se vislumbre um 2018 melhor que o projetado inicialmente. A direção mantém o discurso conservador. O torcedor pede investimentos, pede a troca do técnico, quer mais ousadia.


E aí, o que tu acha? Faltam 11 ou 29 pontos?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Blow up!

Festival de Torres
Quando eu era criança, meu pai costumava levar nossa família para Torres na época do Festival de Balonismo. Sinceramente, nunca achei muita graça, mas achava interessante ver como as pessoas ficavam maravilhadas em ficar assistindo aqueles BALÕES passando sobre suas cabeças.

Pois, o sr. Gilmar Dal Pozzo deve ser uma dessas pessoas que ficam maravilhadas com BALÕES. Coloca o Domingues em campo e ordena "mete balão para o ataque!". Escala o Micael e "nem tenta dominar, balão é solução!". Resolve improvisar o Wanderson mas "esquece que tu foi volante, balão é só o que eu quero ver!". Não importa quem joga, o meio-campo do nosso time vai ficar como a minha versão criança, apenas olhando para o céu, assistindo os balões passando sobre suas cabeças e não entendendo porque aquilo se repete incansavelmente.

Aliás, vale uma observação sobre a improvisação do Wanderson. Está incluída na cartilha de qualquer treinador a seguinte regra: fazer o mínimo de improvisações possíveis. Então, o que seria óbvio na zaga ontem dados os desfalques? Que jogasse o Vinicius ou Mauricio ao lado do Micael e fosse improvisado qualquer cone na lateral esquerdo (afinal um cone não seria pior que o Mauricio). Mas não... por que fazer só uma improvisação se o nosso treinador pode fazer duas? Ele achou melhor improvisar o Wanderson a dar balão na zaga e o Maurício de novo improvisado atrapalhando o time na esquerda.

Mas, cansei de reclamar neste formato... vamos voltar as notas:

OLIVEIRA - o "golpe de vista" bizarro no gol deles vai me impedir de dar boa nota, mas ele impediu em pelo menos 3 oportunidades da coisa ser ainda pior. Nota: 6

VIDAL - o titular Tinga erra em média 11 passes por jogo, tendo chegado a 17 na rodada passada. Vidal errou 8 ontem. Não fez grande coisa, mas é o novo titular da posição. E quem discordar é secador. Nota: 6

WANDERSON - meu amigo, se aposenta antes que a nova lei da aposentadoria comece a valer. Nota: 2

MICAEL - rebate pro lado que o nariz está virado e só. Se pelo menos aprendesse a cabecear pro chão as bolas que ganha no ataque. Nota: 4

MAURICIO - não consegue marcar atacante de perto, não se oferece para sair jogando, não aparece no apoio. Como lateral, é pior que inútil... atrapalha o time. Nota: 0

FAHEL - mesmo sem inspiração, era a única esperança de que a bola saísse de trás com passes pelo chão. Dal Pozzo não gostou disso, e o tirou no intervalo. Nota: 5

LUCAS - já não marca mais pressão, nem arranca pelo meio. Era o cara que "surpreendia" o time adversário as vezes. Não tem sido este cara. Mas, se a estratégia do treinador é fazer ligação direta defesa-ataque, até que ponto ele tem culpa? Nota: 5

LEILSON - mesma coisa que o Lucas e, ainda por cima, reclamou da "viagem cansativa". Faça-me o favor! Se está sem força nas pernas para cobrar as faltas e escanteios, peça para não jogar. Nota: 3

JUNINHO - ele continuar como titular apenas escancara a falta de opções deste elenco. Não contribuiu em nada ofensivamente e ainda fez a falta infantil que resultou no gol deles. Nota: 3

CAPRINI - surpresa do time titular, nenhuma surpresa na atuação. Toca pouco na bola e ainda perde bolas fáceis em algumas dessas vezes. Parece que magicamente se torna outro jogador por alguns instantes e aparece livre para fazer um gol... acaba se enrolando e chutando fraco. Nota: 4

JOÃO PAULO - passou o jogo tentando se virar nos chutões que vinham em sua direção. As únicas poucas jogadas boas, quando conseguiu dominar o balão e cavou faltas interessantes próximas à área, que o Leilson não aproveitava. Nota: 5

FELIPE LIMA - entrou para fazer algo pelo lado esquerdo, onde nada aconteceu no 1º tempo com a dupla Juninho-Mauricio. Também não conseguiu fazer nada por lá e acabou, novamente, se machucando. Sua única boa jogada foi, na verdade, pelo lado direito, quando cruzou pro Caion e este chutou por cima (pelos 30 do 2º tempo). Nota: 4

CAION - não consegue dominar, passar, chutar, nada. Nota: 2

RAMON - 15 minutos em campo e 3 toques na bola. Nota: 2


DAL POZZO - eram muito desfalques e o elenco é fraco, mas realmente não dava para fazer nada melhor? Já falei que improvisar duas posições quando podia ter sido só uma não ajuda em nada, ainda mais que estas improvisações já se provaram inoperantes. Também já falei que retirar volante do time quando a saída de bola já está ruim também não ajuda. Se compararmos o jogo de ontem com aquele da 1ª rodada, contra o mesmo Luverdense, temos 1ºs tempos bem parecidos. Em ambos jogamos mal. Mas lá na 1ª rodada, o Dal Pozzo consertou isso com mudança de nomes e sistema tático. Ontem não chegou nem perto disso. Nota: 3

domingo, 6 de agosto de 2017

Dois post em um (II): quatro pontos em seis

Novamente condensando dois jogos em um só texto e, desta vez, com pontuação muito melhor. Mas o futebol ó...


Depois do jogo de ontem, algumas coisas que eu fico me perguntando (ou incomodando meus amigos no whatsapp com isso):

- Mauricio foi contratado porque não tínhamos zagueiro no elenco (além do Ruan) capaz de jogar no lado esquerdo da zaga (Domingues, Micael, Vinicius). Mas aí o Ruan se lesiona e o treinador, quem indicou o tal Mauricio, prefere improvisar o Micael "de pé trocado". Por que gastaram com o Mauricio então?

- Por ele "saber" jogar como lateral é que não foi. Avança para o setor ofensivo a passos vagarosos, parece que torcendo para não ter que participar... e daí quando precisa voltar para defesa só falta chamar um táxi. Todo mundo sabe que nosso elenco é limitado, mas realmente não tem melhor improvisação para fazer? Tinga ou Vidal de pé trocado? O tal Mateus Santana que nunca foi visto em campo, foi contratado para ser volante e treina na lateral, não é menos lento um pouco?

- Ainda estou tentando entender a dispensa do Duda (clica aqui). Jogou improvisado na esquerda nos tempos do Picoli e foi 37x melhor que esse Mauricio. Aliás, o Tinga na direita não é improvisado e também não tem sido melhor que o Duda. Só para não deixar passar, ontem Tinga teve 17 PASSES ERRADOS.

- Por que o Diego Felipe joga? Sr. Gilmar, faça o seguinte no próximo treino: jogue um colete para cima, quem pegar é nosso novo segundo volante titular. Só para garantir, antes amarre os braços do Bruninho e do Wanderson, e tente jogar o colete perto de onde está o Sananduva, Bruno Ribeiro ou Vacaria. Sim, até o Vacaria de segundo volante deve ser mais útil que o Diego Felipe. Apesar que, até o Raul pode pegar o colete e também deve ser mais útil que o Diego Felipe...

- As vezes eu fico reclamando um pouco das "fomeadas" do Tiago Marques, mas ontem ficou claro que ele DEVE fazer isso. Ele parece o Michael Jordan naquele filme do Space Jam. MJ está marcado por 5 alienígenas e mesmo assim prefere tentar driblar todos ao invés de passar para o Pernalonga livre em 95% das jogadas. Tiago Marques passar pros seus companheiros de ataque tem sido tão útil quanto os passes para o Pernalonga.

- Eu e boa parte da torcida não entendíamos porque o Felipe Lima demorou tanto a ganhar chances depois de voltar da lesão. Continuamos sem entender. É o único vivente neste elenco que chuta de média distância e tenta jogar de frente para o gol, ao invés do passezinho pro lado.

- Oliveira foi uma boa contratação e tem substituído muito bem o Matheus. Que tal agora aproveitar esta onda criativa e contratarmos um atacante que chute a gol e um zagueiro que não dê assistência de bunda para gols adversários?

- Turno com 31 pontos foi excelente, apesar da queda brusca de rendimento na parte final. Mas o returno vai ser um "parto de bigorna": um jogo a menos em casa do que no turno, várias partidas difíceis fora (América e Guarani, por exemplo), 3 viagens ao Nordeste (ABC, CRB e Santa Cruz), clássicos regionais com adversários em possível ascensão. Estejamos preparados! Time tecnicamente e torcida emocionalmente.

Para quem leu até aqui, já está óbvio que não teremos notas neste texto. E não teremos mesmo...

domingo, 30 de julho de 2017

Dois posts em um: zero pontos em seis


Até algumas semanas atrás, toda vez que eu encontrava meu ex-chefe (vermelho) eu tinha que escutar a mesma piada: "Juventude na liderança é igual elefante em cima da árvore, ninguém sabe como foi parar lá mas todo mundo sabe que vai cair". 

E, pior, eu concordava com a piada. Nosso grupo é limitado, uma hora a sorte ía acabar, outros times iriam entrosar durante o campeonato, etc. Inúmeros motivos me faziam acreditar que de fato este elefante cairia... Eu só não esperava é que ele se atirasse de cabeça!

Bem, fiquei devendo um post sobre o jogo contra o Oeste. Vamos às notas:

(        INSIRA AQUI O NOME DE UM JOGADOR       ): lento no combate e dando espaço na marcação. No ataque nenhuma inspiração, só deu passes pros lados. Nota: 2

Ok, agora passamos ao jogo mais recente, contra o América Mineiro.

Mais engraçado que o elefante em cima da árvore é olhar a escalação e ver Caion titular. O cara nem se quer entrou em qualquer jogo e do nada ganha uma chance como titular. E, de forma quase tão bizarra quanto isso, foi dele nossa melhor chance de gol. Se fosse durante aquela nossa maré de sorte, era capaz da bola ter entrado e termos que aguentar isso em outros jogos. Ainda bem, as vezes é justo este tal futebol...

Quanto ao esquema, um 4-4-2 bem clássico. Desenho bem parecido ao que foi tentado contra o CRB e, de novo, com pouquíssima movimentação. Tivemos uma semana inteira para treinar, mas não consigo entender o que foi feito neste período. Saída de bola na maior parte do tempo: laterais se projetam, volantes não recuam e tudo fica por conta dos zagueiros. Micael e Domingues só sabem dar balão! 

As vezes volantes ou laterais acordavam e aí a bola chegava no meio-campo. Toca e toca pro lado até que alguém faz um chuveirinho para área. O América (como o CRB) só tinha um volante fixo e mesmo assim nunca fomos capaz de tentar uma tabela por ali. Todo mundo joga distante, parece que estão sobre trilhos, sem poderem movimentações na diagonal. E aí fica difícil... eu não sei se o Dal Pozzo tem tanta confiança em suas táticas que proíbe eles de tentarem qualquer coisa diferente ou se é má vontade mesmo dos jogadores. Mas sei que só jogar bola pro Tiago Marques já está óbvio para todo mundo e todos adversários estarão preparados para isso. O time tem que começar a jogar com mais triangulações, passes mais rápidos e finalizações de média distância, ou então este elefante vai ficar cada vez mais distante da tal árvore.

OLIVEIRA - uma boa estreia. Não teve culpa no gol e fez, pelo menos, duas boas defesas. Alguns lançamentos forçados e precisa gritar mais com a defesa. Nota: 7

TINGA - não se pode confiar em um lateral que cruza mais forte com as mãos do que com os pés. Teve seus 11 passes errados para manter a média. Inúmeras chances de gol do adversário pelo seu lado de campo. Nota: 3

DOMINGUES - fez o penalti, quase entregou um gol logo em seguida, deu inúmeros chutões fingindo lançamentos, não conseguiu marcar nenhum dos 2 centroavantes do América. Nota: 2

MICAEL - este pelo menos nem tenta fingir que seus chutões são lançamentos. Muito mal também na marcação, mas leva uns pontos a mais que seu companheiro de zaga pelo quase gol marcado de cabeça. Nota: 4

COLLAÇO - foi o menos pior da linha defensiva, mas continua cruzando mal. Nota: 5

WANDERSON - bom exemplo de como nosso elenco é limitado ou mal utilizado, já que o Wanderson é comumente escolhido quando Fahel precisa sair. Pois, Fahel nos últimos 4,5 jogos que atuou (descontei 0,5 pelo Oeste) só errou 3 passes. Repito: só 3 passes errados em cerca de 400 minutos! Wanderson errou 5 apenas nos 45 iniciais contra o América! Melhorou no segundo tempo, mas é pouco útil no geral. Nota:3

LUCAS -  era um jogador útil nos tempos do 4-1-4-1, pois na linha de meias podia pressionar na marcação, tentar arrancadas e finalizações. No 4-2-3-1 ou 4-4-2 se tornou um volante quase-burocrático. Ainda é quem mais tenta passes "diferentes", mas não se oferece mais para tabelar nem finalizar. Nota: 4

LEILSON - aberto na direita tem se mostrado ineficiente. Este pode até ser seu ponto de partida, mas tem que buscar jogo no meio, onde pode dar passes verticiais ou chutar a gol. Ele tem que "fugir" do lateral esquerdo, atraindo algum volante e abrindo espaços, e não ficar só no chuveirinho. Nota: 5

WALLACER - idem ao Leilson, apenas passando para o lado esquerdo. Nota: 5

CAION - já gastei caracteres o suficiente com ele no início do texto. Nota:3

TIAGO MARQUES - tentou até cair nas pontas de vez em quando, mas só conseguiu escapar mesmo naquele chute do início do jogo. Fica dependendo de cruzamentos que não chegam. Nota: 5

RAMON - 30 minutos em campo, uma arrancada boa pela esquerda e só. Atacante que entra no segundo tempo tem que entrar buscando chutar a gol, e isso ele não tem feito. Nota: 4

JUNINHO - 20 minutos em campo, e ainda menos que o Ramon. Nota: 3

CAPRINI - 10 minutos em campo, e ainda menos que o Juninho. Nota: 2


DAL POZZO - esquema com jogadores muito distantes, com chance mínima de boa produção. Meio-campo já não marca tão firme como no início do campeonato e a  pressão cai na fraca defesa. Mudou o esquema com a substituições, mas continuamos só com chuveirinhos. Parece que não consegue passar a correta mensagem aos jogadores de como se posicionar ou se movimentar para que hajam infiltrações. Nota: 3

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Faltou movimentação

Imagem meramente ilustrativa.

Dois textos atrás eu falei sobre o 4-1-4-1 (clique aqui para lembrar). Pois ontem nós não estávamos nesse esquema. Mas o CRB estava! E nós, tão acostumados com as vantagens que esses posicionamentos trazem, não conseguimos explorar as desvantagens!

Eu comentei que o 4-1-4-1, por só ter um volante fixo, tem dificuldades na marcação quando o adversário possui 2 meias centralizados. E quando eu vi a nossa escalação com Wallacer e Leílson juntos (aleluia!), era isso que eu esperava: que ambos buscassem o meio e criassem dificuldades para o único volante deles.

Infelizmente, isso não aconteceu. No 1º tempo, estávamos em claro 4-2-3-1, com Leilson, Wallacer e Ramon. E, por mais que os "ponteiros" estivessem um pouco mais centralizados, tentando abrir corredor para que os laterais apoiassem, era uma movimentação lenta e pragmática. Eram apenas deslocamentos curtos, que eram facilmente marcados pelo adiantamento de um lateral ou zagueiro deles. Ramon teve 2 boas arrancadas para cima do lateral direito, mas sem também ninguém por perto para tabelar. O gol, por exemplo, foi apenas mérito da nossa insistência em jogadas individuais pelos lados do campo: 1) Collaço arranca e Ramon não se aproxima, obrigando o lateral a cruzar; 2) Tiago Marques está muito bem marcado dentro da área e só consegue brigar pela bola; 3) Uma falha da zaga adversária acaba encontrando Leilson, que se não fosse a falha também estaria chegando atrasado na jogada.

No 2º tempo, mudança de desenho. Parece que de novo a ideia era se aproveitar do espaço entre as linhas de 4 adversária, mas agora de outra forma. Wallacer foi aberto na esquerda para ajudar nas subidas de Collaço, Leilson e Lucas se revezavam em ajudar Tinga na direita e Ramon se adianta para perto do Tiago. Parece que a ideia era que, através da movimentação, Leilson, Lucas e Ramon em algum momento conseguissem aparecer livres para jogar. Se a ideia do Dal Pozzo realmente era isso, ele não soube explicar direito, pois somente uma vez isso aconteceu: Leilson fez uma diagonal da direita para o centro e, depois de um drible curto, finalizou de canhota (mais ou menos aos 28 do 2º tempo). Wesley Natã entrou para tentar fazer o que Ramon não conseguia e foi ainda pior. Diego Felipe e Juninho nem sei porque entraram.

Mas, vamos voltar a nossa programação normal, com notas:

MATHEUS - chegou a salvar o time do pior naquele lance do 1º tempo que a linha de impedimento foi mal feita e também em chute forte no 2º. Nota: 8

TINGA - nunca tinha passado tanto a bola com a camisa alviverde (64 vezes) e só errou 8. Mas continua fazendo melhores cruzamentos com a mão do que com o pé. Nota: 6

DOMINGUES - para alegria da torcida voltou ao time; para raiva da torcida errou 15 lançamentos e mais alguns passes ridículos. Nota: 4

RUAN - menos erros de passe que seu parceiro, mas algumas arrancadas perigosas. Uma quase resultou em gol, outra me encheu os fundilhos. Nota: 6

COLLAÇO - o único cruzamento "certo" foi o que resultou no gol e só deu certo depois de rebater duas vezes até chegar no pé do Leilson. No geral é um pouco melhor que o Tinga. Nota: 6

FAHEL - em geral cai um pouco de produção em jogos como o de ontem, pois em linha com o Lucas fica inicialmente posicionado mais para o lado e por isso não consegue fazer as coberturas tão bem quanto faz quando sozinho. Mas, incrivelmente, erra pouco. Por exemplo: zero passes errados ontem. Nota: 6

LUCAS - também para alegria da torcida, voltou ao time. Mas não estava em noite muito inspirada. Apesar de fazer passes e lançamentos que mais ninguém consegue no time, cabia muito a ele fazer com que a bola "rompesse" a primeira linha de 4 do CRB e pouco conseguiu. Nota: 5

LEILSON - participou das nossas principais jogadas ofensivas: o gol, seu chute de canhota da intermediária e o chute cruzado após cruzamento do Ruan que quase resultou em gol contra. Mas bateu horrivelmente aquela falta da risca de grande área e sumiu em alguns momentos do jogo. Nota: 6

WALLACER - primeiro tempo apagado, mas melhorou bastante no segundo com a mudança de posicionamento. Tem sido muito participativo, mas como meia tem que tentar mais finalizações e/ou passes verticais que possam encontrar o atacante em posição de finalizar. Resumindo, falta o happy ending. Nota: 6

RAMON - ao contrário do Wallacer, fez primeiro tempo razoável e sumiu no segundo quando foi reposicionado. Espera muito a bola no pé ao invés de se movimentar para que ela chegue até ele. Com os dois zagueiros ocupados com o Tiago Marques, cabia a ele "fazer o facão" nas costas da zaga. Não fez. Nota: 5

TIAGO MARQUES - outros times já tinham colocado dois zagueiros grandes para vigiá-lo e  ele tomava vantagem na movimentação. Ontem, brigou como sempre, mas não teve essa vantagem. Nota: 5

WESLEY - nem vou gastar caracteres com a segunda parte do seu nome artístico. Acho que ele não entendeu o que tinha que fazer em campo e, se entendeu, foi incapaz de fazê-lo. Nota: 2

DIEGO FELIPE - idem ao seu colega de reserva acima. Nota: 2

JUNINHO - com muito menos tempo para mostrar serviço tempo que as demais substituições, mas igualmente sem sentido e ineficiente. Nota: 3


DAL POZZO - como eu escrevi no início: se eu entendi suas ideias, faziam sentido. Problema é ele não conseguir transmití-las, tanto no esquema do 1º quanto do 2º tempo. As substituições não fizeram nenhum sentido: João Paulo era melhor opção que Wesley, pois aí sim criaria mais dor de cabeça para a zaga deles; Diego Felipe, teoricamente, é mais ofensivo que Fahel, mas ele erra tanto que não ajuda em nada; Juninho em um jogo truncado? Ainda tenho que falar da falha no gol deles: notaram que era o Leilson quem marcava o brutamontes deles? O resultado não foi ruim considerando o bom time adversário, mas é ruim considerando a sequência recente e a dificuldade destas rodadas de fim de turno. Nota: 4